31 janeiro 2010

Uma República com uma aura moribunda

Estes semblantes dizem muito.

«Inquinar» o vale e o rio Tâmega num só acto, veja como

katarina

No passado dia 27 de Janeiro discutiu-se na Assembleia da República o Programa Nacional de Barragens (PNBEPH). Sobre a proposta dos "Verdes" (que consistia em suspender imediatamente este malogrado programa) e sobre a proposta do Bloco de Esquerda (excluir do programa as enormidades de Tua e Fridão), o pacto de regime (assistido na aprovação do Orçamento de Estado para 2010) verificou-se nesta matéria: PS, PSD e CDS-PP rejeitaram a "negação" a este programa nacional. Como bons democratas aludiram o superior interesse de Portugal, e a outros subterfúgios de terceira, para anuir a esta barbárie ambiental a que se chama PNBEPH. Contrariaram-se ao recusar a suspensão deste programa e anuíram a um projecto que se centra no interesse superior de alguns à custa, e repito, à custa do interesse de todos os cidadãos de Portugal.

Neste pesadelo democrático assistimos a performances curiosas. Reparámos-nos com uma bancada do CDS-PP a anunciar a forma mercenária e atabalhoada como este governo dirigiu o programa (vendendo as barragens, antes dos estudos de impactes ambientais) mas, no concreto, na altura de votar a sua suspensão renegaram-na.

A bancada do Partido Socialista, qual extensão do governo, tudo fez para realçar os benefícios deste programa (esquecendo-se, com propósito, que os benefícios só podem ser suficientemente justificados com apresentação dos seus contras). De notar, a falta do líder parlamentar do PS, Francisco Assis, a esta sessão. Seria interessante confrontar Francisco Assis com os malefícios destas barragens. Estando ele, outrora, contra a construção de barragens no Tâmega, certamente teria dado um triste actuação ao negar hoje o que outrora afirmara. Suponho.

Em conclusão: eu pouco acreditava (há sempre uma réstia de esperança, triste sina humana) que a Assembleia da República ouvisse e escutasse com a atenção devida o problema das barragens no Tâmega e no país. À excepção do partido " Os Verdes" (actuação e trabalho meritório) e o Bloco de Esquerda (curiosamente, são sempre os pequenos a ouvir as vozes dos calados), todos os outros comportaram-se com nos têm acusticamente habituado: reféns dos seus e de mais uns poucos (mas fortes) interesses. Nada de especial, é o sistema estúpido.

29 janeiro 2010

Finalmente alguém começa a dar ouvidos

Deixo aqui algumas declarações de preocupação, demonstradas pelos partidos da oposição, relativamente à actual situação dos enfermeiros. E é bom lembrar que não estamos em época eleitoral, pelo que não faz qualquer sentido pensar-se, que esses partidos estejam a manifestar solidariedade com os enfermeiros, apenas para que simpatizem com eles, e neles votem. É pura e simplesmente um acto de perceber a greve, de concordar com ela e de a entender. Há males que vêm por bem.

Rosário Águas (PSD)

João Semedo (BE)

Bernardino Soares (PCP)

Uma mentalidade social também desmotivante

A sociedade que temos hoje, parece viver mergulhada numa espécie de procura permanente da relação - causa-efeito. Enquanto saudáveis tudo corre bem, quando surge um problema de saúde, tudo parece resolver-se com uns comprimidinhos, com umas análises e uma dietinha, ou com uma bateria de RX´s, TAC´s, RMN, Ecografias..., e uma boa dose de frases do tipo - não se preocupe tudo vai correr bem, isto que o sr(a) tem trata-se.

Aqui surge um apontamento. Tratar é uma coisa diferente de cuidar.

E apetece-me escrever hoje, porque se vai lendo uns comentários aqui e ali, que são tão básicos e desprovidos de argumentos e, muito propavelmente desprovidos de conhecimento de causa, que qualquer enfermeiro sente tristeza, e vê a não valorização de um trabalho de muita responsabilidade e desgaste.

Há ainda quem diga que não é uma boa altura para se convocarem greves. Eu pergunto se há alguma altura ideal para se fazerem greves, ou se tem de se encomendar um estudo científico para escolher as suas datas. Talvez para algumas cabecinhas, as greves deviam guardar-se para quando tudo parece correr bem, quando o país cresce, quando as pessoas vivem felizes, quando sentem justiça e são reconhecidas pelo seu trabalho, pelo seu esforço e pela busca da melhoria dos seus conhecimentos e qualidade na contribuição para o bem-estar das pessoas.

Na sociedade, a correria é tanta que tão pouco aprecia aquilo que é fundamental para a sua sobrevivência. Vive tão friamente à procura não sabe bem do quê, que nem de si sabe cuidar. Acha que sabe tudo de tudo e, que com uma busca no google ou umas breves leituras aqui e ali, se sabe muito sobre cuidados de saúde. Tão pouco aprecia um copo de água porque não se sente desidratada. Tão pouco aprecia o ar que respira. Tão pouco aprecia o seu corpo e a sua pele limpa. Tão pouco aprecia a sua independência e a sua autonomia para andar, comer, urinar e evacuar, ou de se virar numa cama as vezes que quiser durante a noite. Tão pouco aprecia a sua capacidade de comunicar as suas necessidades através da fala. Tão pouco aprecia a ausência de dor física, e também emocional, só se lembrando dela quando doi a sério e quando não tem ninguém que ouça os seus apelos ou a compreenda, por palavras ou por linguagem não verbal. Tão pouco sabe daquilo que a faz acreditar, daquilo que é olhar para ela como um conjunto de pessoas humanas na sua essência, que têm necessidades, e que precisa de as satisfazer para se sentir bem, feliz, e sobretudo, acreditar que a vida ainda tem algum significado. Seria bom que se lembrasse que a morte não é só biológica. São as necessidades que estão presentes desde o nascimento até à morte, aquelas que mais negligencia e as que mais sentido dão ao viver.

É talvez por isso que só o perceba, quando a doença força a uma alteração dos seus hábitos, e não são todos que o percebem, infelizmente. Talvez por isso, até chegar esse momento, pouco aprecia quem cuida dos seus conhecidos e familiares doentes, quem anda para trás e para a frente, para cima e para baixo, em telefonemas atrás de telefonemas, num esforço permanente de solicitar, ou sugerir ao médico a prescrição de um analgésico, um ansiolítico ou um medicamento para dormir. Para sugerir um alteração da dieta, ou um acerto na dosagem de um medicamento, ou para alertar para a necessidade de uma observação psiquiátrica, ou ainda solicitar uma avaliação da situação social. Tão pouco valoriza quem dá uma papa à boca. Tão pouco valoriza quem dá um banho, limpa um rabo ou limpa uma boca. Tão pouco valoriza quem detecta uma candidíase, uma escabiose, ou um herpes, ou uma conjuntivite... e solicita ao médico que prescreva umas pomadinhas, ou umas gotinhas. Tão pouco valoriza quem intervém na reabilitação, na explicação da importância das terapêuticas, na informação contínua que lhe presta sobre a sua evolução clínica, sobre a importância e utilidade dos procedimentos técnicos que são executados e sobre os exames que vão ser efectuados. Tão pouco aprecia quem a ajuda a ser menos dependente, e quem lhe ensina as estratégias para se tornar mais autónoma. Tão pouco aprecia aqueles que menos absentismo laboral apresentam ao seu serviço.

Ou seja, tão pouco aprecia que haja alguém presente, que dê cavaco, que se lembre da pessoa, que a informe, que se preocupe com ela, que a compreenda, que a queira ajudar, que olhe para ela como um todo.

Mas não é só no cuidar, também há as componentes técnicas. Para além de cuidar, os enfermeiros também intervêm no tratamento. Os enfermeiros são responsáveis por inúmeros equipamentos tecnólógicos, pelo seu manuseamento e manutenção. São responsáveis pela gestão dos stock´s e dos recursos materiais existentes nos serviços. São quem administra terapêutica e monitoriza os seus efeitos. São quem sabe como a terapêutica é preparada. Conhecem também as suas interacções, os seus objectivos e as complicações que podem provocar no organismo. São quem monitoriza o doente durante as 24h. São quem no imediato assiste o doente e intervém em situações de emergência, providenciando o que é necessário até que o médico chegue e complete a estabilização. Em algumas áreas entubam até oro-traquealmente, quando necessário. São quem prepara os procedimentos técnicos médicos, são quem prepara doentes para os exames e cirúrgias, são quem efectua colheitas de sangue, de urina, fezes, expecturação, exsudados de escaras, etc, São quem algalia, quem coloca sondas-nasogástricas, quem realiza os pensos, e quem monitoriza toda a hemodinâmica durante 24h. São quem fazem do corpo e da alma de uma pessoa o seu trabalho. E ainda tratam de papelada e burocracias. Também fazem trabalho de administrativos nas horas e nos dias em que ele lá não está, porque muitos serviços de saúde não fecham durante a noite nem aos fins-de-semana e feriados. Também organizam processos, resolvem questões burocráticas e atendem telefones.

É quando o problema de sáude se agrava, quando rouba o bem-estar, a autonomia e independência na satisfação dessas necessidades, que se passa a dar mais importância às coisas que pareciam mais simples e banais da vida, mas, que são as que se revelam mais importantes. E é aqui, que a tal relação de causa-efeito deixa de fazer sentido. É aqui que entra em jogo a espiritualidade da pessoa, a sua intimidade, as suas crenças, os seus objectivos, os seus gostos e os seus hábitos, no fundo, a sua singularidade, a sua personalidade única, que impede que essa relação de causa-efeito seja um sucesso garantido. É aqui que digo, ninguém conhece melhor um doente que o enfermeiro, ninguém gere tanta informação diversificada sobre o doente como enfermeiro. É porque as pessoas são todas diferentes, que a profissão de enfermagem é tão difícil, desgastante e um desafio constante.

Podia estar aqui a noite toda a escrever e a descrever exemplos da importância desta profissão.

Há quem por ignorância ou estupidez, ache que tudo é fácil, ache que é só limpar uns cuzinhos e dar uma injecções. Para isso até um serralheiro serviria, pensam eles. Mas estão mais enganados do que julgam. Por que até para isso é preciso ter jeito. Nós não nascemos todos para o mesmo. Por isso tão pouco dão ouvidos ao que o enfermeiro lhes diz, tão pouco valorizam no que os educa e aconselha nos seus hábitos e na promoção da sua saúde, no acompanhento domiciliário, no envolvimento da família e na articulação dentro dos serviços de saúde e com serviços sociais e educacionais. Como se não fossem necessários conhecimentos científicos, técnicos, clínicos, humanos e sociais, para exercer enfermagem. Para aqueles que julgam que os enfermeiros são meros empregados dos médicos e se limitam a cumprir as suas ordens, não tendo nenhuma actividade autónoma, então pergunto, o porquê de serem tão exigentes connosco quando recorrem aos serviços de saúde? Por que chamam tanto pelos enfermeiros nas situações de aflição? Por que nos atiram com responsabilidade à cara quando no doente surgem alterações? Por que fazem tantas perguntas ao enfermeiro?

Por isso digo, que estamos cá para lembrar a sociedade que as coisas aparentemente banais da vida, são aquelas que mais sentido lhe dão. Os enfermeiros estão cá para ajudar a satisfazer essas necessidades, ou restituir a autonomia na satisfação das mesmas. Nós estamos cá para vos servir e não estamos apenas presentes nas instituições de saúde. No dia-a-dia estamos ao vosso lado, e fiquem descansados que não vos vamos cobrar 100 euros por limpar um rabo ou dar uma injecção.

Sou um enfermeiro orgulhoso do meu trabalho, perdi o nojo do cheiro a merda, depressa me habituei à arrogância de pessoas sãs e doentes, ao insulto. Deixou de me incomodar o cheiro a sangue, os salpicos de secrecçõs, a tosse e os espirros para cima da minha cara, dos meus braços e do meu cabêlo. Não corro atrás do frasco de álcool para despejá-lo em cima de mim por ter medo das bactérias e afins. tenho prazer de cuidar pessoas desorientadas que perderam a noção do mundo e de tudo aquilo que as rodeia. As mais necessitadas são aquelas a quem dou prioridade, independentemente do seu status... Sabem qual o maior gozo de ser enfermeiro? É o de crescer-se como pessoa, de dar valor ao que muitos se esqueceram de dar. Esse é o meu verdadeiro orgasmo profissional. A única coisa que me incomoda, é que não se dê valor ao trabalho e dedicação de uma profissão tão humana como é a enfermagem.

Quando ouvi a ministra Ana Jorge apelar ao bom senso dos enfermeiros, o meu sentimento imediato foi, o de que a caríssima ministra é que perdeu o bom senso.

[Informação] Um exemplo

A V I S O

Vimos por este meio informar todos os PROPRIETÁRIOS, que irão ter os seus bens afectados pela Albufeira (Barragem) do Fridão, que esta Junta de Freguesia irá realizar no Próximo dia 29 do corrente mês, pelas 21h00, uma Sessão de Esclarecimento sobre a Lei das Expropriações e o Decreto-Lei sobre o Regime Jurídico de Protecção das Albufeiras. Entendemos ser da extrema importância prestar esta informação aos proprietários, por forma a estarem informados dos seus direitos.

A Sessão de Esclarecimento terá lugar no auditório da Sede da Junta de Freguesia, tendo como Oradores os advogados que prestam serviços a esta Junta de Freguesia.

O Presidente da Junta de Freguesia de Mondim de Basto
Fernando Maria Dinis de Carvalho Gomes

28 janeiro 2010

“pedimos comida e alojamento e o governo manda-nos homens armados” Review

«Alan Joyandet, ministro francês encarregado do auxílio humanitário ao Haiti, teve um confronto verbal com um alto responsável militar norte-americano quando pretendia organizar um voo de evacuação de vítimas no aeroporto de Port-au-Prince. Depois desabafou: “Trata-se de ajudar o Haiti, não de ocupar o Haiti”. O episódio merece reflexão.»

Um artigo recomendável, com algumas pérolas norte-americanas como: «esta estrutura militar é a de “comandar operações militares e permitir uma cooperação segura para os objectivos estratégicos dos Estados Unidos da América” em toda a região latino-americana» e «O general Douglas Fraser, comandante do Southcom, explica que a operação no Haiti se subordina ao conceito “dos três C’s”: “comando, controlo, comunicações”, de modo a que os Estados Unidos “possam compreender melhor o que está a acontecer”».

Para concluir fica aqui mais uma tirada norte-americana: «o terramoto tem simultaneamente implicações humanitárias e de segurança nacional para os Estados Unidos».

26 janeiro 2010

É preciso que nos ouçam, SALVEM O TÂMEGA

Amigos da Água, dos Rios, da Terra, do Tâmega e seus afluentes Olo, Beça e Louredo: De acordo com a agenda parlamentar, na próxima Quarta-feira (27/1) sobe ao plenário da Assembleia da República uma iniciativa legislativa proposta pelo Partido Ecologista "Os Verdes" visando a «suspenção imediata» do Programa Nacional de Barragens.

Os deputados da Nação, por nós eleitos, vão ter de se pronunciar e deliberar sobre essa matéria em agenda, decisiva para o Tâmega e toda a Vida que nele se faz. Nos concelhos do Tâmega - de Basto (Cabeceiras, Celorico e Mondim) a Amarante - antevemos e sabemos dos malefícios que advirão com a perda definitiva dos rios Tâmega e afluentes (Olo, Beça e Louredo):

Perante o contexto absurdo de absoluta desregulação hídrica da Bacia do Tâmega, criado em 2007 pelo XVII Governo com a passagem para a mão de privados destes recursos naturais-patrimoniais da Terra e da região, estratégicos para as nossas populações, Estamos perante a derradeira oportunidade de, individual e civicamente, manifestarmos aos diversos grupos Parlamentares (onde há deputados eleitos pelos distritos e concelhos afectados) o nosso apreço e atenção pela matéria agendada e a discordância quanto ao desprezo pelo Tâmega, no que comportaria a execução do Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico.

A todos propomos e solicitamos que até ao final da próxima Segunda-feira (25/1) divulguem a seguinte mensagem

Pelo direito à Vida no vale do Tâmega! Pelo Tâmega livre da pressão das barragens! Não ao transvase do rio Olo para a barragem de Gouvães! Não à Barragem de Fridão!

Sim ao desenvolvimento da Região!

pelos amigos e conhecidos, para que todos a possamos enviar para os seguintes endereços electrónicos:

Grupo Parlamentar PCP gp_pcp@pcp.parlamento.pt,
Grupo Parlamentar CDS-PP gp_pp@pp.parlamento.pt,
Grupo Parlamentar PSD gp_psd@psd.parlamento.pt,
Grupo Parlamentar PS gp_ps@ps.parlamento.pt,
Grupo Parlamentar BE hugo.evangelista@be.parlamento.pt,
Grupo Parlamentar PEV pev.correio@pev.parlamento.pt,
Deputado Europeu Diogo Feio diogo.feio@europarl.europa.eu,
PSD Europa duarte.marques@europarl.europa.eu,

Senhores deputados SALVEM O TÂMEGA!

O Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega (MCDT) _________________________

(1) Primeiro - o leito do rio Tâmega e toda a rede hidrográfica é «reserva ecológica nacional» (REN)[1]; Segundo - a Bacia Hidrográfica do Tâmega é «zona sensível»[2] em virtude de se «revelar eutrófica»; Terceiro - o Plano de Bacia Hidrográfica do Douro[3] em vigor estabelece e classifica a sub-Bacia do Tâmega em: ......... a) «ecossistema a preservar» - o «rio Tâmega desde a confluência com a ribeira de Vidago até Mondim de Basto e principais afluentes: rios Olo, Covas e Bessa». ......... b) «ecossistemas a recuperar» - o «sector superior: desde a fronteira até à confluência do rio principal com a ribeira de Vidago», e o «sector terminal: desde Mondim de Basto, confluência da ribeira de Cabresto, à confluência com o Douro». Quarto - as cabeceiras do rio Olo, até à proximidade de Ermelo (Mondim de Basto) é «área classificada» do Parque Natural do Alvão, onde são proibidos os «actos ou actividades» de «captação ou desvio de águas»[4]. Quinto - a Bacia do rio Tâmega é «zona protegida», Lei-Quadro da Água[5]. Sexto - sobre o vale do Tâmega recai a classificação de «corredor ecológico», na categoria de «zona sensível», no âmbito do Plano Regional de Ordenamento Florestal do Tâmega (PROF T)[6]. [1] Decreto-Lei n.º 93/90, de 19 de Março (Anexo I - alínea a) - número 2). [2] Decreto-Lei n.º 152/97, de 19 de Junho. [3] Decreto Regulamentar n.º 19/2001, de 10 de Dezembro (alínea n) - Parte VI). [4] Decreto-Lei n.º 237/83, de 8 de Junho (alínea h) - número 1 - artigo 6.º). [5] Lei n.º 58/2005, de 29 de Dezembro (alínea jjj) - artigo 4.º) . [6] Decreto Regulamentar n.º 41/2007, de 10 de Abril (alínea b) - número 5 - artigo 10.º).

Obs: o «MCDT» tem as suas bases programáticas editadas em Manifesto e Petição no endereço http://cidadaniaparaodesenvolvimentonotamega.blogspot.com/ e actualiza a informação sobre o Tâmega em http://artigosediscussao.blogspot.com/.

24 janeiro 2010

Um Portugal desmotivante

Não tenho por hábito abordar esta temática porque sou suspeito, e porque compreendo que estamos numa altura de crise financeiro-económica na qual deve haver um esforço conjunto da sociedade na contenção de despesas. Porém, a situação é de tal forma humilhante e ultajante que me é impossivel ficar calado perante tal afronta. O Ministério da Saúde na sua mais recente contra-proposta negocial com a classe profissional de enfermagem, quebrou vários pré-acordos estabelecidos, e como se não bastasse, propõe uma redução salarial. Sim, leram bem, uma redução salarial para uma profissão de risco, altamente desgastante, e cujas competências são de elevada responsabilidade, a qual não vê reconhecida carreira alguma há quase uma década, sendo a única classe profissional de licenciados a prestar serviços ao Estado, cujos salários são equiparáveis aos de bacharelato. Esta situação tem-se arrastado ao longo desta década num vai e vem negocial entre os sindicatos, a Ordem e o Ministério da Saúde. É caso para perguntar, Estarão os representantes do Governo e do Ministério da Saúde na sua perfeita sanidade mental?!?!?! Quem tem de pagar a crise são aqueles que já de si estão desfavorecidos e injustiçados?!?!?!

O governo Sócrates já nos tem habituado a estas paródias, primeiro foi a classe dos professores humilhada até às últimas consequências, agora, são os enfermeiros as próximas vítimas. Quem serão os próximos?
Mas até nisto os governantes são "chicos-espertos", porque escolheram uma altura perfeita para apresentar a sua proposta de maneira a que passasse o mais despercebida possível, onde as atenções estão focadas na negociação do Orçamento de Estado e na tragédia do Haiti.

Por estas razões, os enfermeiros estarão em greve a 27, 28 e 29 de Janeiro. Só que haverá uma grande diferença comparativamente a outras greves, nós nunca conseguiremos juntar 100000 enfermeiros em protesto na avenida da liberdade, porque para além de uma grande percentagem trabalhar por turnos, acima de tudo temos bom senso, e, sabemos que não podemos abandonar por completo os locais de trabalho, tendo forçosamente de assegurar serviços mínimos para garantir a dignidade e a sobrevivência dos utentes, que não têm que pagar por esta afronta, e nada têm que ver com esta luta.

Apenas gostaria que a comunicação social e os partidos da oposição olhassem para os enfermeiros como olharam para os professores, porque tenho a noção que uma grande percentagem da opinião pública tem a errada convicção de que os enfermeiros são bem remunerados. E porque hoje estamos aqui saudáveis e amanhã podemos estar doentes, talvez um dia as pessoas compreendam a importância transversal que esta classe profissioanal tem no sistema de saúde. Por que, quem trabalha na área da saúde e quem tem conhecimento da realidade, sabe que sem enfermeiros o sistema de saúde pura e simplesmente pára.

Chegou a hora de dizer - BASTA DE GOZAREM COM A NOSSA CARA!

23 janeiro 2010

De onde são aqueles que estão (à revelia do direito internacional) presos em Guantanamo?

via [Agitação]

Sem dúvida

«O presidente da República desafiou ontem, sexta-feira, os autarcas das freguesias de todo o país a aproveitarem o congresso para fazerem uma "reflexão séria" sobre a questão da dimensão das freguesias e da conveniência do seu redimensionamento e reorganização territorial.» in [jn]

Estou de acordo com as palavras do presidente da República. É necessária uma séria reflexão sobre a "reorganização" territorial e administrativa, nomeadamente ao nível local. A atribuição de competências e meios financeiros tem ser a conclusão de um estudo consistente e aprofundado.

22 janeiro 2010

Metodologias

Ontem vieram ter comigo 2 mandantes da Iberdrola e queriam com urgência comprar um terreno junto ao rio Tâmega no lugar de Paçô do qual já fui proprietário e neste momento sou procurador dos novos proprietários.

Em palavras mansas, como precisam de instalar a central de britagem e estaleiro, diseram: «ou vende por 1.35€ ou será expropriado». São 55.000m2 que vão até ao rio. A floresta ali existente são carvalhas, castanheiros, sobreiros e outras árvores. Uma floresta de alta qualidade onde não existem pinheiros ou eucaliptos. Querem uma reunião rápida na próxima semana. Não estou disposto, por ordem dos novos proprietários, a vender por qualquer preço e acho isto uma grande vergonha.

Uma vergonha, não procurarem a produção energética investindo mais em energias alternativas. Com o mesmo valor investido conseguia-se produzir muito mais. in [MCDT]

21 janeiro 2010

Pois

Através de um estudo da OCDE (via economia.info), fiquei a saber que, entre os 26 países da OCDE que têm rendimento mínimo, Portugal é dos menos solidários. Através do Negócios, fiquei a saber que o Estado gastou, em média e por mês, 313 euros por desempregado entre 2006 e 2009, o que compara com um gasto médio de 404 euros entre 2001 e 2005. Já sabemos quem é sempre sacrificado.

Através do eurostat, fiquei a saber que o risco de pobreza em Portugal está acima da média da UE e que os 10% de trabalhadores a tempo inteiro que auferem rendimentos mais elevados ganham 5.3 vezes mais do que os 10% que auferem rendimentos mais baixos. Estamos bem acompanhado pela Roménia e pela Letónia entre os mais desiguais. Na Dinamarca, na Finlândia ou na Suécia – países de “invejosos”, onde não se “premeia o mérito” e onde, já se sabe, também não existem “incentivos para a inovação” – os trabalhadores mais ricos ganham, respectivamente, 2.3, 2.4 e 2.5 vezes mais do que os trabalhadores mais pobres. Níveis de qualificação mais elevados e acessíveis a todos, maiores taxas de sindicalização e relações laborais ainda enquadradas por mecanismos centralizados de negociação entre patrões e sindicatos ajudam a explicar estes resultados mais igualitários.

Portugal é um país desigual, com uma percentagem de trabalhadores a tempo inteiro com salários baixos (20.3%), ou seja, com remunerações iguais ou inferiores a 2/3 do salário mediano nacional, acima da média da UE (17.2%). Um país que também é muito pouco generoso para com os mais vulneráveis. Tudo isto resulta de escolhas políticas e institucionais. Entretanto, o PS negoceia o orçamento com o CDS. in [Arrastão]

20 janeiro 2010

Já que falamos de números (nos comentários do post anterior)

«As assistências de liquidez da Caixa Geral de Depósitos ao Banco Português de Negócios (BPN) somavam 4,19 mil milhões de euros a 14 de Janeiro último, revelou Faria de Oliveira.» in [Negócios]

19 janeiro 2010

Salários populistas

Algo que não é partilhado nas secretarias do Estado nem nos luxuriantes sofás de um punhado de seres engravatados é a seguinte constatação: Portugal possui dos salários (em média) mais baixos da Europa. Isto, como em tudo neste fátuo mundo, é relativo. A média salarial é baixa. Daqui, provém uma curiosa interrogação: se temos uma classe de seres (e afins) a auferir salários (e prémios) ao nível dos melhores salários europeus quem será que põe a média tão baixa? A resposta é evidente.

18 janeiro 2010

Os "caças" de Lisboa

«Quando os cidadãos de Lisboa, Oeiras e Cascais vão pagar mais de 9 vezes (sim, nove) o montante pago pelas câmaras do Porto e Vila Nova de Gaia para ver os aviões passar por baixo da ponte 25 de Abril, torna-se confrangedor, para ser simpático, ouvir o presidente da CML dizer que o evento”não custará em Lisboa nem mais um cêntimo do que custou o ano passado no Porto”. António Costa argumenta agora que tudo se deveu a uma má interpretação de uma cláusula do contrato redigido em inglês. Está visto. O inglês técnico é mesmo um problema bicudo para os lados do largo do Rato.» in [Arrastão]

16 janeiro 2010

O Estado deve intervir no Hospital de Braga

«Grupo Mello Saúde, que gere o Hospital de Braga,mudou medicação a dezenas de doentes neurológicos, obrigando-os a assinar um "consentimento informado".

Mais de uma dezena de doentes acompanhados pelo Serviço de Neurologia do Hospital de S. Marcos, estão sem receber tratamento há mais de duas semanas. Em causa está a substituição do medicamento Octagam (imunoglobulina humana normal) por Flebogamma, um outro medicamento adquirido pelo Grupo J. Mello Saúde, actual responsável pela gestão do hospital, que os doentes afirmam ter efeitos secundários "insuportáveis".» in [jn]

A lógica da gestão privada está perverter o conceito, previsto na nossa Constituição, de protecção da saúde. Está, taxativamente, escrito que o Estado deve, e passo a citar a nossa Constituição, «assegurar o direito à protecção da saúde». Ora, com a administração (grupo J. Mello Saúde) do Hospital de Braga a impor um tipo de medicação, sobre a qual existe dúvidas científicas e à revelia dos próprios médicos do hospital que foram obrigados a receitar o que não aceitam, em que situação está a constitucional função de um hospital público prestar os melhores cuidados da medicina?

Nesta situação, o Estado tem e deve intervir. Uma questão de saúde pública e respeito pela nossa Constituição. Pois em causa está o bom funcionamento e prestação de serviços de uma instituição pública, que teve um revés funcional e qualitativo ao assistir a entrega da sua gestão a uma administração sedenta por lucro (como a boa lógica mercantilista determina).

15 janeiro 2010

Os tempos que correm... ( versão rápida, à velocidade do TGV)

Por: Alfredo Pinto Coelho

Depois do “Jamais”, agora o seu sucessor e detentor da pasta das Obras Públicas, falando das mais valias para o turismo que o TGV trará, aponta-nos a luz ao fundo do túnel e, com declarações que revolucionarão o turismo em Lisboa encontrou, suponho, a forma de salvar a capital, e por conseguinte Portugal, da banca rota . Segundo ele, Lisboa será a praia de Madrid.

Depois de muito reflectir, porque ao ler não atingi a ideia, acho que já percebo a coisa : com o TGV a chegar diariamente a Lisboa, repleto de hermanos banhistas (vestidinhos com bermudas vermelhas e amarelas da cor da bandeira), imbuídos numa de prainha, encherão a linha - do Cais do Sodré ao Guincho -, a apanhar sol do bom e a consumir umas bejecas e uns caracóis como só nós sabemos fazer. Dispondo de um transporte rápido, regressam por volta das 18 horas, ainda a tempo de tomarem um copo e uma tapa, na plaza mayor, antes de, queimadinhos do nosso sol, se aconchegarem ao som do Júlio Iglésias.

Também para os nossos hermanos mais desportistas, o TGV de Madrid a Lisboa vai ser uma maravilha pois poderão, segundo ele, e dadas “as nossas condições para desportos novos como o surf”, ( e agora deduzo eu ) poderem embarcar no tal super-rápido para a capital de Portugal regressando depois, alegremente, só que um pouco mais tarde, por volta das 20 horas.

Claro que os nossos hermanos “da crista da onda”, já não vão a tempo, como os outros, do copo e da tapa na plaza mayor, mas a vida é assim mesmo: quem quer vida saudável não tem tempo para alegrar o fígado ... Assim, está bem! Até a mim já me apetece ir à praia de TGV !

10 janeiro 2010

Outrora havia um certo perfil de assistência hospitalar em Braga, amanhã, deixará de haver. O que mudou? A gestão, outrora pública agora privada

«Através de uma nota interna, divulgada ontem, a instituição de saúde comunicou aos seus profissionais que a partir do dia 18 de Janeiro vai deixar de receber novos doentes para aquelas especialidades médicas, alegando que “não fazem parte do perfil assistencial” da instituição.(...)Manuel Pizarro admitiu a existência de “um conjunto de dificuldades” relacionado com os termos do concurso da parceria para o Hospital de Braga, com gestão privada desde Setembro de 2009, mas frisou que esses termos foram definidos antes de 2005.» in [Público]

Um espaço hospitalar que anteriormente assistia utentes (nas especialidades de infecciologia, nefrologia, reumatologia e imunoalergologia) irá rescindir (termo correcto pois o que parece estar em causa são razões contratuais) e vedar a porta a «novos doentes» que carecem de tais serviços especializados. A razão não é pública, mas ao que parece esta tenderá ser a velha causa para as «reestruturações» nos serviços, ou seja, a velha implicação mercantilista: se há prejuízo então fecha-se.

09 janeiro 2010

Os tempos que correm...( versão colorida)

Por: Alfredo Pinto Coelho

Agora, que não se fala doutra coisa, que não seja do casamento entre pessoas do mesmo sexo, da disciplina de voto imposta pelo Sócrates, da necessidade de aprovação do orçamento de Estado e do discurso do Cavaco de final de ano, apetece-me, confesso, ver a vida mais colorida. È que estas coisas de ser (ou tentar parecer) sempre, que somos gente muito séria, muito preocupada e sempre, sempre, com opinião formada sobre tudo, cansa !

Portanto, para desanuviar, “os tempos que correm” também nos trazem notícias mais despreocupadas, mais soltas, diria, mais coloridas.

Grande notícia, confesso, e que se arrisca a ganhar o 1.º lugar do ranking das coisas boas para homens, é esta:

Maryse Vaillant, psicóloga francesa e autora do livro - Les Hommes, Làmour, La Fidélité, - concluiu, e após ter levado 10 anos a estudar o assunto ( supra e em francês), que os homens praticam o adultério por uma questão de identidade e que precisam dessa liberdade para não sufocarem ( revista Visão, n.º 879 de 7 a 13 de Janeiro / 10).

Mais brilhante mesmo, é que a autora ainda refere, em jeito de “ cereja em cima do bolo” que as mulheres não deveriam sofrer tanto por os parceiros as “enganarem” e que tal facto deveria mesmo ser, para as mulheres, também libertador - para elas saberem que o amor que eles lhes devotam não está, nesse acto, em causa. Melhor ainda , é que, no seu livro anterior ( Como as Mulheres Amam), ela explica que no caso delas ( mulheres), elas concentram-se, sobretudo, em construir e sustentar o crescimento dos seus homens.

Pois claro!...

Brilhante!, digo eu.

E porque mais cor é precisa, nesta vida ( cinzenta) de crise, aprendi, ao ler um artigo - Figura Sushi no feminino - também da revista Visão, da mesma data, que no Japão, suponho que os japoneses, não aceitam que as mulheres cozinhem peixe cru ( confeccionem Sushi) porque a teoria em vigor é que as mãos das mulheres são mais quentes que as dos homens.

Claro que se está sempre a aprender e que de uma só vez aprendi duas coisas: que o Sushi (então isto, afinal não é peixe cru ? ) se cozinha e que as mãos das mulheres são mais quentes.

Também digno de registo é ter ouvido uma locutora da televisão explicar que investigadores conceituados afirmam que o “ ponto G”, essa zona erógena tão procurada pelos espécimes do meu sexo, não passa de uma fantasia, sem confirmação científica. Fico mais sossegado !, digo eu.

Para terminar em apoteose, Francisco Van Zeller, presidente da CIP, in Diário Económico diz: “ Não consigo imaginar-me a viver com 450 € por mês”.

Pois !...

08 janeiro 2010

Vendo os inúmeros vídeos publicados após a morte de Lhasa, esqueceram-se de um dos melhores. Com licença, Lhasa de Sela

Visualmente satisfeito

«Na sua obra, a artista norte-americana Kate MacDowell apresenta um variado leque de temas que alternam entre a representação da figura humana em estados de angústia e situações em que o ser humano interage com a natureza. A artista afirma que as suas peças são a sua resposta aos problemas ecológicos do planeta, incluindo mudanças climáticas, poluição e comida geneticamente modificada, representando também mitos, a história da arte ou metáforas.»

O plano soberano e divino de deus é perfeito e ele vai executá-lo de acordo com a sua vontade e no devido tempo, de uma forma que o glorificará

"Eis os resultados: eu sou o Presidente, logo sou o responsável pelo que acontece neste país." Foi assim que Barack Obama assumiu, ao fim do dia de ontem em washington, e perante as câmaras de televisão a responsabilidade pelo atentado falhado do dia de Natal. in [DN]

«Quid pro quo», no sentido anglo-saxónico

Hoje (porque escrevo na madrugada do dia que corre) será aprovada na Assembleia da República a aprovação de um «remendo» à legislação que permite o casamento (sem aspas) entre duas pessoas do mesmo sexo. Provavelmente, amanhã, também será aprovado um «remendo» legislativo para impor uma discriminação e retirar a possibilidade de futuros casais (civilmente casados) homossexuais adoptarem uma criança (quem sabe, no futuro também se alargue esta discriminação na adopção dos restantes animais). Portanto, poucas serão as razões para a celebração, pelo simples facto de se retirar (e assim darmos um passo civilizacional) uma discriminação e, quase ao mesmo tempo, impor-se outra. Pode ser defeito, mas dou-me mal com a hipocrisia e mais mal me dou com a moral e a política hipócrita que tende a governar esta sociedade. «Quid pro quo», entre os conservadores e os outros poderá ser explicação.

Não acredito em casamentos (como contratos perante o Estado). Contudo, esta opinião não me exclui de querer que a sociedade, a que eu pertenço, estenda o acesso a este contrato a quaisquer dois seres. Sem limitações em direitos, deveres e, muito menos, no sexo (passo o trocadilho).

05 janeiro 2010

Ginásios e IVA (review)

«A Associação da Hotelaria e Restauração propôs ao Governo a diminuição da taxa do IVA de 12 para 5 por cento nos restaurantes(...)Em troca da inscrição desta medida no Orçamento de Estado, a AHRESP compromete-se a promover «a redução dos preços de venda ao consumidor em 7 por cento" e promover "a empregabilidade dos mais de 350 mil postos de trabalho do sector»» in [TSF]

Outrora, o governo diminui para 5% o imposto (IVA) cobrado aos ginásios. Contudo, o preço de venda ao consumidor não diminuiu. Feito isso, uma associação de hotelaria e restauração pretende, agora, a mesma medida "misericordiosa". Os argumentos são fortes (a diminuição do preço de venda ao consumidor e a promessa de mais emprego) mas, como a história recente nos avisa, é preciso muita atenção. Quem ou o quê nos garante que, eventualmente, o preço diminuiria na mesma percentagem para o consumidor ? Quem fiscalizaria ? Pois, «promover» é um verbo com uma acção bem diferente de «realizar».

04 janeiro 2010

Um jornalismo de causas

O sítio do Jerusalem Post (o jornal em língua inglesa mais vendido e que possui o sítio, em língua inglesa, mais visitado em Israel) tem a particularidade de expor o seu parcial jornalismo descaradamente nas etiquetas colocadas no cabeçalho do sítio. Ou seja, junto a Negócios, Blogs, Opinião, Saúde e tecnologia e a Viagens lá está a etiqueta «ameaça iraniana», que serve para seleccionar as mais recentes notícias (publicadas naquele jornal israelita) sobre o Irão («ameaça iraniana»).

03 janeiro 2010

O timing, os "factos" insólitos, as diplomáticas conversações e o efeito medo são ingredientes (repetidos) para o continuar da nobelizada guerra justa

O nigeriano acusado de ter tentado fazer explodir um avião da Northwest Airlines que fazia a ligação entre Amesterdão e Detroit, EUA, no dia de Natal, Umar Farouk Abdulmutallab(...) Depois de mim virão mais terroristas suicidas', declarou Abdulmutallab durante o interrogatório.

Família comunicara “radicalismo” de Abdul Mutallab às agências de segurança

(...)muitos cidadãos não percebem como o terrorista passou por todos os controlos de vigilância, e muitos apontam o dedo ao facto de as principais agências de segurança interna do país estarem sem liderança devido à transição para a administração Obama.

Antes do ataque bombista falhado no EUA, os americanos atacaram com mísseis cruzeiros o Iémen, onde a CIA está desde 2008. Agora Obama acusa a célula da Al-Qaeda no Iémen e Gordon Brown marca reunião sobre terrorismo.

Deste modo, Obama iniciou o ano reforçando o seu discurso contra a Al-Qaeda e concentrando as atenções no Iémen(...)O Iémen torna-se assim, publicamente, num dos alvos principais na “luta contra o terrorismo” dos EUA e os seus aliados.

É a bolsa estúpido

«É preciso recuar a 1997 para encontrar um ano em que o índice PSI-20 (que integra as 20 maiores empresas em termos de capitalização bolsista) tenha fechado com ganhos superiores aos 33,5% contabilizados em 2009.» in [JN]

Linha do Tâmega: 20 anos sem comboio mas com a esperança em haver uma eco/ciclopista que ligue o Tâmega ao mundo