30 abril 2008

Conceitos e objectivos diferentes

O paradigma funcional ou/e a estratégia de sustentabilidade e crescimento empresarial em Portugal, aparenta estar muito consolidada na necessidade de flexibilização dos contratos de trabalho. Isto, no ponto de vista de muitas agremiações empresariais e empresários.

Pede-se, exige-se e esperneia-se por um maior flexibilização laboral. Esquecem-se da dignificação do trabalho ( encaram-o somente por uma perspectiva económica e com uma forma demagógica olvida-se a envolvência social deste conceito ), os múltiplos exemplos, e constantemente repetidos, de abusos patronais e empresariais impunemente arquivados e injustiçados pelo "cancro" judicial, o flagelo da precariedade laboral, que já com este código de trabalho atinge altos valores de disseminação, o uso constante e abusivo do conceito de crise na micro/macro economia para supressão de direitos e deveres, e outras causas de desconforto laboral.

Existe a necessidade em alguns pontos no código de trabalho transformá-los em algo menos burocrático e mais funcional mas nada que passe pela flexibilização total e selvática do código. Existe a necessidade de salvaguardar uma protecção legislativa e social perante o trabalhador. É uma cláusula essencial para qualquer adenda legislativa ao código laboral. Enganam-se aqueles que afirmam o conceito de igualdade, perante o contrato laboral, do trabalhador e a entidade empregadora. A parte "fraca" necessita de ser protegida e a outra respeitada. É assim numa filosofia europeia de consciência social. Só assim poderá existir contratos devidamente justos

Corrente

O José Manuel Faria teve a amabilidade de presentear este blog com este prémio.

1- Este prémio deve ser atribuído aos blogs que gostamos e visitamos regularmente postando comentários;

o receber o selo "é um blog bom sim senhora!!" devemos escrever um post incluindo: o nome de quem nos deu o prémio com o respectivo link de acesso + a tag do prémio + a indicação de outros 7 blogs;

3- A tag do prémio deve ser exibida no blog.

Numa imensa dificuldade de escolher os blogs ao qual diariamente e obsessivamente visito, escolho apenas sete. Devida às "regras" do prémio. Sem qualquer desconsideração pelos outros tenho de ter um critério "extra" e este será o da, possível, localização geográfica. Serão sete "recentes" blogs cabeceirenses os escolhidos:

Aqui Basto Eu;

O Bytes;

Brisa;

Desabafos;

Libertino;

Repórter Amador;

Gondiães.

VII Encontro Distrital de Orientação Pedestre para jovens bombeiros

Para mais informações e recomendações passo a palavra a um jovem bombeiro: Eles também merecem.

29 abril 2008

Uma nova maneira de delimitar

A aprovar o novo decreto de lei que implementa a municipalização da Reserva Ecológica Nacional (REN), contestada actualmente por ecologistas, ambientalistas e cépticos, irá disponibilizar aos Municípios o dever e a responsabilidade de aplicar este "instrumento" de ordenamento do território que regula o uso de áreas do solo de elevada sensibilidade ambiental e procura contribuir para a salvaguarda da paisagem natural do país e para a limitação da construção em áreas do território de grande relevância ecológica, protegendo diversas zonas.

Na essência este decreto promove a distribuição de competências, legítimas e necessárias, ao Poder Local. Como sempre, no âmbito destas atribuições, "esbarra-se" na qualidade cívica e idónea da edilidade. A existir a falta de fiscalização, regulamentação e outras medidas de controlo de idoneidade governativa, este decreto cairá numa esfera perigosa e incontrolável.

Gostaria muito de o apoiar, incondicionalmente, estas e outras medidas do mesmo âmbito, se o passado "recente" não nos ensinasse a constante "imunidade" política, judicial e de responsabilidade com que os políticos praticaram/praticam atentados urbanísticos e ambientais explícitos e aberrantes.

Bloggar em Cabeceiras de Basto

Este é mais um novo blog cabeceirense, autor intitula-se Repórter Amador, e assina um interessante espaço. Embora não o indique explicitamente, o conteúdo das publicações, aponta para um repórter arcoense. A visitar Repórter Amador.

Este blog cabeceirense é escrito por uma jovem que se intitula por Preciosa. Explora o interior e retrata-o em versos, é este o conteúdo deste poético espaço. A visitar: Brisa.

28 abril 2008

Optimismo

As restrições à liberdade, as desigualdades sociais, os atropelos à dignidade, o desprezo de quem nos governa, as "politiquices", a ambição, a dualidade de acção e interpretação perante a lei e os homens, a interioridade que fustiga e condiciona, a desconsideração aos jovens, as agremiações e os interesses, a injustiça, a falsidade, o consumismo exarcebado, a imposição de ideias e ideais falsos e sujos, a corrupção do ser e instituições, a bajulação barata e desprezível, as cunhas e os Cunhas, a generalização de ideias, o desprezo pelo diferente, a incongruência de atitudes e formas de estar, a falsa modéstia, o individualismo, o capital como forma de conduzir ideias e vivências, o abraço intelectual por pareceres e opiniões de opressão e discriminação ao próximo, o fanatismo e o extremismo de posições, a mentira como forma de verdade, as trevas e a luz, o imediatismo, o bem-estar em detrimento do "bem-ser", o despesismo e a avareza, a preconização da precariedade, a desculpabilização falsa e oportuna, a impunidade suja e dúbia, e mais uma vez, oportuna, valores corrompidos em prol do desenvolvimento, a dissimulação como ideal contemporâneo, tudo nos conduz a uma necessidade de um mudança. Não se deseja uma mudança, necessita-se. Haja oportunidade.

O Pedro Nunes, matemático e médico, do século XXI

Sempre que alguém ameaça o poder instituído e monopolizador da Ordem dos Médicos, embora com o intuito de criar condições para resolver problemas, que, em grande parte, são consequências do monopólio pernicioso, aparece o arauto do corporativismo e impulsionador da destruição do SNS público: Pedro Nunes, o bastonário da OM.

Desta vez, além de instigar a um Serviço de Saúde semi-público, critica quem quer remendar os problemas instituídos pela má e monopolizadora organização do SNS.

Defende que as Autarquias que criam parcerias entre médicos cubanos para a resolução certos problemas referentes a certas especialidades médicas, promovem, com isso, a propaganda eleitoralista. Crítica ainda, a idoneidade e competência dos médicos cubanos, por acaso, considerado uns dos melhores Serviços de Saúde do Mundo.

Como resolução, o bastonário defende a "canalização" do dinheiro do erário público referente ao patrocínio das viagens a Cuba, para a criação de mais condições e aumentos remuneratório para os oftalmologistas portugueses.

Em suma, para este senhor os problemas do Serviço Nacional de Saúde resolve-se com a privatização do Serviço e/ou aumento exponencial dos "magros" rendimentos dos profissionais inscritos na Ordem, pois claro.

Haja bom-senso. Invés de promover a qualidade e a universalidade do serviço público de saúde com soluções reais e menos "umbiguistas", requer audiências com o Presidente da República para praticar solicitações por conta de outrem.

"O dinheiro não é das pessoas que decidem, mas sim do Estado"

Entre 2003 e 2006, o governo português contratou serviços jurídicos externos sem concurso nem consulta ao mercado no valor de 15,7 milhões de euros. Uma factura que é apenas uma pequena parte do total, já que deixa de fora as contratações feitas em nome de institutos e empresas de capitais públicos, forças armadas e polícia. Mais de um terço deste bolo foi parar à conta de quatro sociedades, cujos nomes o governo foi agora obrigado a revelar.

Os governos de Barroso, Santana e Sócrates recorreram muitas vezes a sociedades de advogados para prestar um serviço para o qual existem assessores jurídicos no próprio governo, tornando os interesses privados nos verdadeiros legisladores de medidas como a Lei de Bases da Segurança Social, leis orgânicas de vários ministérios, o Regime jurídico do Património Imobiliário Público e muitos mais.

Estas contratações sem consulta ao mercado apoiam-se por exemplo no decreto-lei 197/99, o qual prevê o ajuste directo sem limite de valor, sempre que "o fornecimento dos bens ou serviços apenas possa ser executado por um locador ou fornecedor determinado", o que acaba por abarcar tudo o que o governo entender.

O semanário Sol quis saber quem são as sociedades de advogados preferidas dos governos dos últimos anos, mas foi precisa uma batalha jurídica para que o Supremo Tribunal Administrativo obrigasse o governo a dar uma informação que deveria estar acessível ao escrutínio público. Mas mesmo assim, o governo acabou por apenas divulgar a informação recolhida junto dos ministérios, deixando de forma empresas e institutos públicos, os maiores gastadores em pareceres jurídicos.

A legislação genérica e contra-produente, os interesses, o despesismo, o constante << fecha os olhos >> e << deixa andar >>, a não divulgação e a provável ocultação de gastos estatais que deveriam estar acessíveis ao cidadão culmina nisto.

Arre estes estadistas.

27 abril 2008

Com pequenos desprovimentos e esquecimentos o interior definha e definha...

Há cinco anos que o Estado tem atrasado a recuperação de casas florestais na região Minho, na sua maioria votadas ao total abandono. Estima-se em cerca de meia centena os imóveis, devolutos, sob a alçada da Direcção Geral do Património do Estado (DGPE), que aguardam a sua transferência para as autarquias e outras instituições, tendo em vista a sua revitalização e aproveitamento para fins turísticos. (Ler mais)

“As Mulheres, o Estado Novo e a Revolução”

Uma conferência maravilhosa. A presença das distintas senhoras sra. Maria Barroso e sra. Odete Santos e com a mediação do jornalista acutilante Carlos Magno, culminou num bom evento.

Falou-se um pouco de tudo directa e indirectamente com o mote. Gostei de ouvir falar de Noam Chomsky contradição com uma mulher muito "sensível" a Condoleezza Rice, a lei da paridade sobre a qual não apoio e não defendo, a sensibilidade e o mito, os francesismos, a História e histórias, os poemas, os poetas e as poetizas etc.

26 abril 2008

Em qualquer dia, em qualquer hora espreita a necessidade e a oportunidade de apear um qualquer ditador

Com a ausência me explicas

(...)somente os partidos de esquerda celebram o 25 de Abril. Não percebo, a revolução não foi para todos? Porque é que o Psd não festeja.

A revolução foi para todos mas, e infelizmente, o Cds-PP e o PSd são mais relutantes a festejar o dia da Liberdade.

O cds-PP ainda existe? Pensava que não.

Minha Pátria Amada

Este senhor no seu discurso, diz-nos algumas das mais evidentes corrupções no Socialismo do PS e na Social Democracia do PSD.

(A entrevista do senhor Arménio França sobre o desejoso partido Minha Pátria Amada (MPA) ao Diário de Notícias.)

Pois, a cultura do exemplo

O senhor Presidente da República declarou, melhor, denunciou um estudo que comprova aquilo que já desconfiávamos. Este estudo releva-nos o desinteresse dos jovens, quase generalizado, pela política e seus afins.

As causas são várias. Desde da falta de incentivo nas escolas para o debate entre os jovens sobre as questões políticas, a não existência de um programa educativo verdadeiramente cívico e actual, a história política actual que é reduzida a poucos parágrafos nos compêndios de História, a falta de uma sadia tradição popular de discussão popular e aquilo que aparenta ser o maior propulsionador de desinteresse dos jovens com a política: os políticos e as suas performance.

25 abril 2008

Para sempre a Revolução

Aqui respira-se, vive-se, admira-se as prerrogativas que um grupo de homens, fisicamente, e muitos milhões abstractamente, nos proporcionaram à trinta quatro anos atrás.

A revolução é diária. A todos dias, todas as horas, todos os minutos luta-se contra aqueles que usufruem da possibilidade de liberdade para a restringir. Mas estamos mal habituados. E agora, neste momento e no próximo, tenham cuidado aqueles que a tentam restringir. Por está em causa o maior bem da natureza Humana- A Liberdade.

A restrição nunca ganhará.

Como leitura, não complementar mas essencial, deixo-vos um texto do conterrâneo Ílidio Santos, publicado no seu blog Casa de Pedra.

O Direito a Abril

24 abril 2008

Já não me surpreende, apenas me incomoda

Médicos e grupos querem SNS no privado

Bastonário quer utentes do SNS a poder escolher entre público e privado O bastonário da Ordem dos Médicos defendeu ontem em audiência com o Presidente da República que o Estado convencione com o sector privado a prestação de serviços de saúde, desde consultas a cirurgias, de modo a alargar o acesso dos utentes do Serviço Nacional de Saúde.

Trata-se (...) de permitir que os utentes do Serviço Nacional de Saúde possam ir a consultas ou fazer cirurgias em unidades privadas, serviços que seriam praticados a um preço fixo convencionado com o Estado.

Para o bastonário, este modelo não só permitiria melhorar o acesso dos utentes ao sistema de saúde, como os médicos poderiam baixar os preços, na medida em que teriam uma escala diferente. Por outro lado, defende, "é a única maneira eficaz de combater as listas de espera nas cirurgias, pois o sistema actual, de contratos à base de pacotes de doentes, não só é complicado como absurdo".

Também a administradora executiva da Espírito Santo Saúde - um dos maiores grupos do sector -, vê com bons olhos um sistema semelhante.

O bastonário da Ordem dos Médicos preconiza um sistema de incentivo e de rentabilização ao sector privado de Saúde ( defeitos e virtudes podem ser comparados com o famoso << cheque-ensino >> ). O bastonário esquece o intuito da Ordem de defender os utentes e torna-se, como é óbvio, um arauto do sector privado de Saúde. Invés, de propor alternativas, optimizações, resoluções para o Serviço Nacional de Saúde, promove a semi-privatização do Serviço.

Os grupos de interesse singular, como eu gosto de os apelidar, são a representação mais evidente do atraso social do nosso País. Haja coragem, bom senso e responsabilidade para os acusar e os impedir que "minem" este País com os seus interesses.

Celebração da Revolução- Cabeceiras de Basto

No programa oficial do Concelho de Cabeceiras de Basto para a comemeração do vinte cinco de Abril, destaco algumas iniciativas:

A cerimónia de atribuição do nome do Dr. António Teixeira de Carvalho à Biblioteca Municipal, no Arco de Baúlhe- Dia 26 de Abril.

A inauguração de uma exposição biográfica sobre José Afonso, na Casa Municipal da Cultura- Dia 26 de Abril, 17:00m.

Uma conferência proferida pela Drª Maria Barroso e pela Drª. Odete Santos, subordinada ao tema “As Mulheres, o Estado Novo e a Revolução”, a realizar Auditório Municipal Ilídio dos Santos- dia 26 de Abril, 21:30m.

Os restantes eventos e a sua calendarização encontra-se aqui.

Praça da República

Praça da República, Refojos de Basto

Mais um excelente contributo fotográfico do Francisco Rodrigues, no blog Mesa da Ciência.

23 abril 2008

Conselho Municipal de Segurança

As mudanças no regulamento do Conselho Municipal de Segurança efectuadas são necessárias e producentes. Era necessária uma reestruturação. Parte agora o principio da actividade, só com um bom planeamento de acção aliado à acção social de prevenção a segurança se assegurará.

Uma questão: O que faz o clero como elemento/entidade presente no Conselho Municipal de Segurança?

Mondim Jovem

Esta iniciativa a realizar pela JSD de Mondim de Basto, encontra-se no âmbito da jota cultural. Esta iniciativa visa promover os jovens músicos do concelho, ao mesmo tempo que fomenta a interacção e convívio entre a comunidade juvenil mondinense.

Esta iniciativa realizar-se-à no dia 25 de Abril, pelas 21 horas, na aldeia de Vilarinho de da freguesia de Vilar de Ferreiros, Concelho de Mondim de Basto. Esta festa aliada aos músicos presentes no cartaz possuirá, ainda,imaginem, um show laser e projecção multimédia. A entrada será livre.

Já agora, e em jeito de conclusão, as jotas cabeceirenses irão promover algo no dia da celebração da Liberdade?

Libertino

Um novo blog cabeceirense.

Este blog fortemente marcado pelos gostos do autor, demonstra a sua sensibilidade através da escrita. A ele um forte abraço e uma mensagem de apoio.

O Libertino de José Duarte.

22 abril 2008

Ao PSD o que é do PSD (VII)

A palavra de ordem: Refundação.

O Partido Social Democrata por táctica eleitoralista, divergência ideológica, falta de identidade política, inércia e desnorte política terá que encontrar-se.

Um partido que é uma mescla ideológica precisa-se de definir para sobreviver. Quere-se partidos com uma ideologia dorsal forte e definida.

O próximo partido a redefinir-se ideologicamente será o Partido Socialista. O seu actual estado de governo aliado a uma forte disciplina interna (com algumas excepções) ou a falta de diálogo interno, adia a redefinição.

Ambos os partidos (PS e PSD) divergiram das suas correntes ideológicas fundadoras. Provavelmente a possibilidade de serem eleitos para o governo fê-los divergir ideologicamente para a conquista de mais votos. A necessidade actual é de os partidos se definirem ideologicamente. O eleitorado necessita de saber em que paradigma político votar. Porque actualmente, desculpem-me os puros, o Partido Socialista e o Partido Social-Democrata, a grosso modo, pragmaticamente, são muito semelhantes.

"Venham mais cinco"

Municípios podem apresentar candidaturas ao QREN a partir de hoje .

O esperado e ansiado, o novo quadro de apoio está disponível a candidaturas. Todos sabemos qual a importância destas verbas para o desenvolvimento de concelhos abandonados pelo Poder Central.

Espero que neste novo quadro de apoio, e baseando no passado recente, se aplique de forma idónea e responsável. Muda-se o nome para esquecer e libertar a irresponsabilidade e a forma pródiga que se utilizou os dinheiros comunitários anteriormente. Sejam responsáveis e já que as entidades competentes não se mostraram boas entidades fiscalizadoras que no futuro seja a sociedade a ser entidade fiscalizadora e intransigente com o desperdício.

No Museu das Terras de Basto

Encontra-se a partir de hoje até Domingo a exposição << A correr, a saltar... a importância do jogo e da brincadeira na criança >>.

Brincar à antiga

Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto lança a primeira edição do Concurso de Brinquedos Tradicionais.

O desafio lançado abrange os alunos das escolas do 1º ciclo do concelho, que devem construir brinquedos tradicionais recorrendo a madeira, tecido, barro, arame, folhas, cortiça e outros materiais do género. Os trabalhos podem ser apresentados durante o ano de 2008 e o júri irá avaliá-los principalmente pela sua originalidade.

20 abril 2008

Qualquer dia chega cá...

A Câmara de Vizela está a enviar cartas aos munícipes a ameaçar proceder à cobrança coerciva da taxa por rampas fixas ou entrada para acesso a garagens...

"A ideia subjacente à tributação que envolve a taxa de acesso é quase semelhante à que poderia justificar uma hipotética tributação do desgaste dos passeios pelos peões ou, permitindo-me utilizar uma imagem mais extremada, uma hipotética tributação das pessoas pelo simples facto de saírem à rua e a utilizarem".

Cuidado munícipes de Portugal, a euforia das contas resvala em taxas e mais taxas a precisar. Algumas excessivas, outras absurdas. Tudo serve para o financiamento da instituição pública, de definição, e privada no uso.

Merecemos melhor, muito melhor qualidade na governação.

Um problema a menos? Ou um outro tipo de problemas

Na reunião de deliberação de dez de Abril do corrente ano, a Autarquia cabeceirense decidiu aderir ao programa nacional de << Pagar a tempo e a horas >> , destinado aos munícipios para a regulação do seu timming de pagamento de dívidas autárquicas.

Já aqui tinha escrito, na altura da divulgação deste programa, que seria bom senso a Autarquia aderir a este programa. Qualquer medida que minimizasse este problema era de aplaudir.

Os factos apresentados pela Federação Portuguesa dos Industriais de Construção Civil e Obras Públicas (FEPICOP), relevou que a Autarquia de Cabeceiras de Basto demora, em média, 15 a 24 meses para liquidar dívidas a empresas de construção. Situava a Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto num conjunto desprestigiante de Autarquias mal pagantes.

Actualmente e segundo o sítio da Câmara Municípal não se verifica estes prazos de pagamento. Quero acreditar que sim, porque, no espaço económico municipal, a celeridade de pagamento é um critério decisivo para a manuntenção e bom funcionamento de pequenas e médias empresas concelhias.

19 abril 2008

"Cabeceiras- Que Futuro ?" (II)

Uma iniciativa que correu muito bem. Um visualizar e ouvir de cidadania que vale a pena repetir e alongar.

18 abril 2008

Ao PSD o que é do PSD (VI)

bullet in the head, The Rage Against the Machine

Ao PSD o que é do PSD (V)

A haver uma mudança de ideologia para uma mais "à direita" (a qual não acredito que aconteça pelo menos a curto prazo) haverá sustentabilidade para o continuar desta organização: Trabalhadores Sociais Democratas.

Ao PSD o que é do PSD (IV)

Já se começa a escutar as vozes da mudança no Partido Social-Democrata. Uns querem refundar o partido, compô-lo ideologicamente outros querem desprezar a social-democracia, torná-lo mais "à direita", modernizá-lo com as ideologias "liberais" juntamente com um pouco de ideologias poeirentas.

Começou a caça. Soltem os coelhos.

Ao PSD o que é do PSD (III)

O diploma conjunto do PS e do PSD de revisão da lei eleitoral autárquica foi chumbado esta quarta-feira no Parlamento em votação final global com os votos contra de todas as bancadas da oposição, incluindo o PSD, que como tinha anunciado rompeu o acordo com PS depois dos socialistas rejeitarem as suas propostas em sede de comissão parlamentar.

Muito obrigado por deixarem as coisas como estão. Às vezes mais vale deixar estar do que mexer e estragar.

Ao PSD o que é do PSD (II)

Não sei se as críticas internas eram manifestações de elitismos, barões, dor-de-cotovelos (onde já li isso?) e demais oligarcas, se se derivavam das alucinogénicas propostas misturadas com a constante "queda" do L.F.Menezes em mudar de posição política mediante o vento.

Conclusão: Um pouco de tudo e uma mão cheia de nada.

Ao PSD o que é do PSD

Menezes será reeleito como presidente social-democrata e perderá as legislativas.

17 abril 2008

7 dias, 7 blogues

Na iniciativa 7 dias, 7 blogues, que se está a realizar no blog bracarense Fontes do Ídolo, participo com um texto que expõe como o centralismo existe e é irresolúvel. Até a nível distrital se verifica um centralismo numa óptica litoral menosprezando concelhos, como o de Cabeceiras de Basto, que só "entra" nas conversas quando de aqui vêm exemplos negativos e para dados estatísticos:

(...)

Podemos evidenciar isto no nosso distrito: Braga. Neste distrito onde se apregoa os malefícios do centralismo, ele mesmo, numa óptica litoral, centraliza, menosprezando directa e indirectamente o interior pobre e desprotegido.

Basta percorrer a imprensa dita regional, as acessibilidades, a cultura, os investimentos e os próprios cidadãos, etc. Basta olhar e sentir.

Em sítios, onde se esperaria, uma maior e melhor divulgação da cultura e da vivência regional e nacional deparamo-nos com o centralismo distrital.

Repare-se no caso das Universidades, um exemplo paradigmático, onde a imprensa in situ resvala no umbigo das urbes, renegando as outras partes constituintes do Distrito e atingindo a raia do absurdo; nos cidadãos, que desconhecem, por vezes, a localização física e mental dos concelhos constituintes do seu Distrito; na informação circulante nos media regionais pejada de propaganda política e contra-exemplos que servem de argumentos para arremesso nacional, com raros mas existentes exemplos de pertinente divulgação concelhia.

(...)

Agradeço o convite para participar nesta excelente iniciativa por parte do Bruno Miguel Machado. Ele e os restantes colaboradores no blog Fontes do Ídolo promovem a interactividade na "blogosfera". São blogs como este que dão uma "pedrada no charco". São eles que directa e indirectamente promovem os concelhos menos mediáticos e mais desprezados pelo centralismo que se verifica em relação às urbes do distrito. Obrigado Bruno Machado e parabéns pela iniciativa.

16 abril 2008

Um excelente contributo

Praça da República, Refojos de Basto

Esta imagem foi retirada, descaradamente, do blog bracarense Mesa da Ciência. Aproveito aqui para evidenciar o contributo de um dos colaboradores deste blog, o Francisco Rodrigues.

O Francisco Rodrigues já muito tem escrito sobre o nosso Concelho, os seus contributos muito têm enriquecido a blogosfera com imagens e textos sobre o concelho de Cabeceiras de Basto. A ele um muito obrigado e convido a todos a visitarem o interessante Mesa da Ciência onde o Francisco Rodrigues e os outros colaboradores fazem um excelente e interessante trabalho.

"Cabeceiras de Basto- Que Futuro?"

Realizar-se-à na Sexta-Feira, dia 18 de Abril, uma conferência/debate, organizada pela Adbasto/Rádio Voz de Basto e com o apoio do jornal "O Basto", aberta ao público, a partir das 21.30 horas na Escola EB 2 e 3 de Arco de Baúlhe.

Esta iniciativa intitula-se "Cabeceiras de Basto-Que futuro?", e terá como oradores,a minha pessoa, o Vítor Pimenta e o professor Paulo Pinto.

Uma inciativa interessante e pertinente à qual tenho o privilégio de participar.

15 abril 2008

A protelada Via do Tâmega

Passarei a transcrever um post, da autoria de José António Nobre no seu blog Mondim: Leituras, pertinente sobre uma promessa antiga e tristemente abandonada nas reivindicações camárias das Terras de Basto:

Via do Tâmega

Pela manifesta relevância da notícia, trancrevo um artigo cuja fonte é a Lusa, data de 11 de Abril corrente, publicado no sítio da RTP. Segue-se-lhe um pequeno comentário.

Mondim de Basto: PSD pediu esclarecimentos ao Governo sobre ligação rodoviária à variante do Tãmega prometida há 20 anos. O deputado social-democrata Ricardo Martins pediu hoje esclarecimentos ao Governo sobre a construção dos dois quilómetros da ligação de Mondim de Basto à variante do Tâmega, prometida há mais de duas décadas.

Através de um requerimento entre à Assembleia da República, Ricardo Martins solicitou informações ao ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações sobre "a prioridade" atribuída à ligação rodoviária da vila de Mondim de Basto à variante do Tâmega.

O deputado quer ainda saber quando começará a sua construção e qual a data prevista para a sua conclusão e abertura ao tráfego.

O responsável referiu que o compromisso de construir esta ligação foi assumido "há mais de duas décadas" pela Administração Central como contrapartida pelo encerramento da Linha Ferroviária do Tâmega.

A vila de Mondim de Basto é servida "unicamente" pela antiga estrada nacional 304 (EN304), que a liga a Vila Real (IP4) e por duas municipais, também centenárias, uma que a liga à sede do distrito atravessando a serra do Alvão e a outra, com cerca de 30 quilómetros de extensão, que a liga ao nó da A7, apesar de esta auto-estrada passar a uns escassos quilómetros da vila.

Ricardo Martins salientou que o actual executivo liderado pelo PS se comprometeu, "pelo menos em três ocasiões distintas", a realizar esta obra rodoviária de "uns escassos dois quilómetros de extensão".

De acordo com o responsável, o próprio primeiro-ministro, José Sócrates, "prometeu a construção imediata desta via num decorrer de um jantar com os autarcas do distrito, a 23 de Junho de 2007, promovido no âmbito do Governo Presente em Vila Real.

"Apesar das sucessivas promessas, a obra tarda em começar e tão pouco consta do mapa de novas obras rodoviárias a lançar pela Estradas de Portugal, S.A.", frisou.

Ricardo Martins considera que a "existência de boas e rápidas acessibilidades rodoviárias é um factor necessário para a promoção e desenvolvimento económico e social de qualquer território".

PLI.

Lusa/Fim

O meu comentário: Não é todos os dias que Mondim é pretexto da agenda política partidária, de âmbito nacional. Por isso, é de saudar esta iniciativa que acontece na semana anterior ao previsível anúncio da abertura do concurso para a concepção e construção da Barragem do Fridão. Aliás, a concretizar-se a barrragem projectada, esta obrigará à construção de um conjunto de acessibilidades nas quais estará necessariamente incluída a completagem da Via do Tâmega. Tratando-se - Barragem do Fridão e Via do Tâmega - de infra-estruturas de âmbito regional seria muito bom que nesta reivindicação se percebesse a solidariedade de alguns dos municípios vizinhos, particularmente de Amarante, Cabeceiras de Basto e Celorico de Basto...

Um comentário ao comentário: Faço minhas as palavras aqui transcritas. A via do Tâmega é uma das maiores desconsiderações do Poder Central às Terras de Basto. Esta infra-estrutura, entre outras, é uma evidência da inexplicável desarticulação camarária presente nas Terras de Basto já alguns anos. Temos de nos unir (sociedade civil e autoridades competentes), e reivindicar as promessas e os actos governativos essenciais para evolução das Terras de Basto. Mais uma vez, as acessibilidades e a falta e o retirada destas são pontos de discórdia e de descontentamento da gentes humilhantemente esquecidas pelo centralismo gordo. A solidariedade inter-municipal é uma exigência para o bem comum desta Terra.

14 abril 2008

Informação (NUT III)

A nova legislação sobre o associativismo municipal que vai permitir aos municípios agruparem-se na defesa de interesses supramunicipais, nomeadamente candidatar projectos a fundos comunitários, foi hoje publicada em Diário da República e entra terça-feira em vigor.

As unidades territoriais previstas neste decreto-lei sãs definidas com base nas nomenclaturas das unidades territoriais de nível 3 (NUT III), com as seguintes alterações:

Os municípios de Cabeceiras de Basto e Mondim de Basto da NUT III do Tâmega integram a unidade territorial do Ave.

Portanto, ficará oficializado e legislado a partir de amanhã o desejo camarário que vem sendo implementado em vários projectos.

E assim se fala

Ouvi uma conversa, num café no Porto, entre dois distintos senhores com um falar bem audível, que retratava passagens de um filme da vida política-judicial em voga:

"...isto a uns tempos atrás era bem mais escuro, cobravam as quotas pessoalmente, não havia cá multibanco nem restrições...

"...havia certos membros do partido que cobravam à porta, cada um andava com um livro de facturas...alguns punham para o bolso, outros não, era como bem lhe apetecesse..."

"...bem me recordo, o dinheiro das quotas, das falsas facturas, direccionavam todo para o saco azul..."

"...aquilo funcionava assim, a câmara pedia um serviço a uma empresa, por exemplo de cinco mil contos, depois a factura era passada em dez mil contos. A empresa ficaria com os cinco mil do serviço e o resto do dinheiro iria para a conta do saco..."

"...eles eram os titulares da conta mas não ousavam mexer nela sem a autorização da chefe. Ela era a única a comandar o dinheiro. Por vezes comprava um carro ou um outro produto para seu proveito, outras vezes financiava o jornal, o partido, a campanha..."

Um excerto popular do viver da "velha política autárquica" de extorsão, abuso de poder, ilegalidades, financiamentos ilícitos, corrupção, peculato, imunidade inabalável, trafulhices, apodrecimento do sentido público e cívico, em suma: um desvario. Mas a "velha política autárquica" continua com resquícios por este País. Urge uma renovação de quem pratica ou praticou políticas desta índole e ainda quem deseja praticar políticas desta natureza.

Precisámos de responsabilização política e sentido democrático. A responsabilização implica a penalização por actos irresponsáveis e ilícitos. A sociedade tem que reclamar/reivindicar/exigir a responsabilização política e acabar, ou, pelo menos tentar, minimizar políticos da "velha política".

13 abril 2008

Humor com Sentido

Sempre achei que o sentido de humor era uma das maiores provas de inteligência que uma pessoa poderia demonstrar. Não a piada fácil, deslocada, a puxar à brejeirice sempre que há oportunidade, mas o trocadilho inesperado e surpreendente que faz despertar gargalhadas. Porque implica fazer associações de ideias com rapidez e transformá-las em algo engraçado. Como uma bomba de riso detonada no meio da seriedade, a graça inteligente não precisa de deixar de ser educada.

Quem viu os sketches dos Monty Python percebe a razão pela qual, mais de 30 anos depois de terem começado, eles continuam a ser os mestres do humor non-sense. Porque o que nos faz rir sem percebermos porquê é exactamente o disparate, a capacidade para brincarmos com as nossas próprias falhas, vulnerabilidades ou – nas palavras de uma prima minha muito culta a meio de um informal almoço de família – idiossincrasias (claro que passei o resto do almoço a utilizar esta palavra alterada e encaixada à força em tudo o que dizia: “Idiossincraticamente falando, este bolo de chocolate idiossincrático está muito bom”).

Como sou uma pessoa de riso fácil, passo o tempo todo a brincar com toda a gente e a fazer autênticos filmes com as situações mais banais do dia-a-dia. Muitas delas, como se sabe, não têm graça nenhuma. Outras contêm até tristeza e sofrimento. Mas ao longo do tempo aprendi que só aqueles que sabem rir de si próprios e da sua desgraça agarram realmente as rédeas da sua vida: porque não permitem que seja a desgraça a rir-se deles. E, em última instância, esse é um admirável e notável sinal de fortaleza.

Esrito por Gabriela.

Mulieres dixit- Escolha Musical

serafim saudade (mulher mulher), Herman José

Escolha musical de Gabriela.

12 abril 2008

Corporativas de conveniência

Equidade na justiça aparenta não existir. A classe profissional parece ser um determinante na aplicação da justiça em Portugal. O corporativismo, no sentido negativo, continua a ludibriar, a impor, a decidir e a fomentar a injustiça para proveito próprio.

A classe profissional médica continua a convergir as maiores enormidades no âmbito da acção corporativa. Erros médicos explícitos, não julgáveis perante a sua "áurea" protectora, incentivos financeiros exuberantes e discriminatórios que alimentam o faustoso rendimento, a promiscuidade entre o seu serviço público e o privado, a equidade disfarçada na atribuição de vagas de formação em especialidades dentro da própria classe profissional, a enorme pressão dentro do Serviço Nacional de Saúde e no Ministério da Saúde no continuar das prerrogativas discriminatórias, o constante desprezo pelo Estado e a contínua exigência de mais e melhores rendimentos só justificada pela má distribuição e a influência da classe médica, a Ordem profissional que esquece o seu propósito de defesa do cidadão utente e, continuamente, defende a classe em detrimento do cidadão utente. Todos estes factos culminam num horror que possui as mais várias consequências.

O mito da fuga dos médicos do S.N.S. para os privados só é fundamentada e asseverada com o continuar do pernicioso corporativismo. Devia-se clarificar posições e acabar com o mito para o bem comum. Dizem que existe falta de médicos em Portugal, no mesmo País que possui um dos melhores rácios médico por habitante do Mundo. Depois, quando convém, defendem o excesso de profissionais em formação para credibilizar a não abertura de uma vertente privada do ensino de Medicina, que continua a ser o único curso superior a não ser leccionado na vertente do ensino privado.

Promova-se a mobilidade de profissionais, de outras regiões, países, continentes, tão ou melhores profissionais que estariam dispostos a trabalhar em Portugal, como nós sabemos, promove um bom rendimento para esta classe profissional. Para isso teríamos de enfrentar a Ordem dos Médicos que tanto lhe convém travar a validação destes profissionais, para o demagógico proveito dos seus.

Promovam uma retribuição altruísta, uma singela maneira de "diluir" os efeitos de tal corporativismo, para a sociedade, incentivando os profissionais em acções de solidariedade médica, onde, neste campo, os médicos estrangeiros creditados e trabalhadores em solo luso estão a dar o exemplo. Contudo, felizmente, existe uma substancial parte desta classe profissional que promove a idoneidade e a equidade, mas a maioria não faz a diferença e continuamos a vivenciar e a sentir o mito e a injustiça com efeitos pr'além da Saúde. Haja esperança e vontade para mudar.

Mulieres dixit

Esta iniciativa Mulieres dixit demonstrou, por si só, aquilo que eu esperava: um intenso festival de toque, com escritos que só o outro género pode. Um verdadeiro agradecimento e espera-se mais contribuições deste género, por parte de quem escreveu e quem queira escrever para este sítio.

Os textos em atraso para esta iniciativa serão publicados o mais cedo possível.

Num futuro próximo perpetrar-se-à outras iniciativas.

Este blog promove a interactividade, não existe qualquer tipo de impedimento e até saúda-se, para quem desejar escrever para este sítio.

11 abril 2008

...

E se um dia lhe pedissem que falasse de tudo sobre o nada?

Falaria disto…

À Consciência.

Escrito por Helena Carvalho.

Mulieres dixit-Escolha Musical

apocalyptica bittersweet, Him feat The Rasmus

Escolha musical de Helena Carvalho.

09 abril 2008

Com betão se fazem as barragens e com água se destrói paisagens

Não poderia de deixar de apontar o excelente post do Vítor Pimenta, O Mau castor (ou o lobby das águas paradas), que nos fala na típica política dos investimentos públicos. Os investimentos necessários e essenciais para abastecer o motor económico do País, dos partidos e das construtoras (contando com o Jorge Coelho a mais nova aquisição politica deste sector económico).

Mais uma vez criticamos e não mostramos soluções. Pelo menos não apoiamos megalómanos projectos com dúbios e discutíveis retornos.

A interior diferença

Nas sociedades interiorizadas ainda é difícil, embora seja corrente nas conversas sociais, assumir uma atitude clara e não hipócrita de oposição ao modo como as coisas funcionam.

Descreve-se os devaneios da Igreja, com factos registados e visíveis ao comum cidadão, prontamente, somos acusados de hereges e sectários de uma qualquer corrente ideológica que não pactua com hipocrisias seja de foro divino ou humano.

Critica-se algo que diz respeito à sociedade, com o intuito de promover a excelência e a contribuição de opinião, acusam-nos de oportunismo, ingratidão e crítica fácil.

O maior entrave ao desenvolvimento em sociedades interiorizadas foi, e continua a ser, a própria sociedade. O conservadorismo ortodoxo e cego governa. Tudo o que seja diferente é pernicioso e necessita de ser corrigido. Promove-se a hipocrisia em detrimento da assumpção. Quem ousar renegar a hipocrisia e assumir as suas posições, possuam ou não a relativa sinceridade, entra num jogo de epítetos e desconsiderações.

A Sociedade como maior entrave dela própria também é, inequivocamente, a solução. Somente a Sociedade poderá "curar-se". Levará o seu tempo mas mudará.

Um curto intervalo

Devido a uma imprudência minha e a uma falta de material que não foi entregue, a iniciativa em curso terá hoje uma interrupção.

08 abril 2008

Cinema (Paraíso)

Sou uma grande apreciadora da sétima arte e, para mim, as idas ao cinema foram sempre vividas com grande intensidade. Infelizmente, as minhas últimas experiências não têm sido muito positivas. Bandos de miúdos, bem crescidos na maior parte das vezes, invadem os cinemas carregados de pipocas, coca-colas e demais artigos de qualquer piquenique. Não obstante todo o barulho provocado pelo mastigar de pipocas e aspiração da coca-cola pela palhinha,são os telemóveis que tocam e com todo o descaramento atendem a chamada uma e duas vezes, são as piadas ditas em voz alta, os risos constantes, quando os filmes nada têm de engraçado.

Não consigo perceber este novo passatempo. Porque gastam dinheiro nos cinemas(que não é assim tão barato quanto isso) se no final do filme pouco se devem lembrar da história?

Como gosto de relembrar o Cinema Paraíso (realizado por Giuseppe Tornatore). Sendo um dos poucos passatempos da aldeia siciliana, todos os seus habitantes aguardavam de forma apaixonada pela projecção dos filmes no Cinema Paraíso. Estes eram vistos com muita devoção, muita paixão. Sentimentos que transpareciam, maravilhosamente, do filme que é, sem dúvida, uma verdadeira homenagem a todos os amantes do cinema.

Quando penso nele, suspiro e imagino como seria bom que todas as pessoas que frequentassem os cinemas possuissem alguma desta paixão e, acima de tudo, o respeito por quem lá vai para gozar a fantasia, a magia e a evasão que os filmes proporcionam.

Escrito por Charlène Pereira.

Mulieres dixit- Escolha Musical

paranoid android, Radiohead

A escolha musical de Charlène Pereira.

07 abril 2008

Cruzei-me com a cultura num não lugar...

Foi para mim uma grande surpresa constatar que a cultura se andava a exibir...Não no sentido pejorativo, claro, mas quem a conhece sabe que ela gosta de ser discreta e sai pouco de "casa". No mês de Dezembro cruzei-me com ela no lugar mais inesperado:um centro comercial...Gostou tanto da sensação que repetiu a experiência pois está, agora, patente no átrio de chegada do Aeroporto Sá Carneiro. Ela que parece ter um ar tão sofisticado e impenetrável, saiu a rua e deixou para trás as "muralhas", enfrentando agora os não lugares....

Escrito por Estela Pires.

Mulieres dixit- Escolha Musical

la foule, Edith Piaf

A escolha musical de: Estela Pires.

06 abril 2008

Mulieres dixit

De Segunda-Feira a Sexta-Feira da corrente semana, este blog estará no domínio de uma iniciativa que irá juntar textos de cinco mulheres, extremamente distintas mas possuindo o indelével e sempre presente toque feminino que as agrupa.

A elas passo a palavra.

05 abril 2008

Urbanizem o urbanismo

No seguimento desta notícia, Processo movido contra a câmara foi arquivado, presente no Jornal Correio do Minho, numa edição passada, dei a minha opinião, baseada na veracidade da notícia onde era explícito o arquivamento de todos os processos movidos contra a Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, no âmbito das participações do PSD local que questionavam a construção e o licenciamento de vários prédios de grande impacto ambiental na Quinta do Mosteiro, Refojos de Basto.

Neste post, criticava, num dos pontos, a excessiva, a meu ver, crítica ”judicial” social-democrata, com o posterior arquivamento judicial. Assumpção de culpa. Asseverada pela notícia publicada esta semana no Jornal de Notícias, em que a obra do Centro de Saúde de Cabeceiras de Basto está sob investigação judicial.

Na luz dos factos, questiono-me que por vezes, o mau ou deficiente licenciamento por parte das entidades responsáveis, tem como mote a necessidade do investimento e a sua urgente implementação. Outras vezes, encobrem o horripilante intuito do enriquecimento "instantâneo" pela causa pública. E em casos excepcionais, estão erros com distracções flagrantes e infantis.

Os investimentos essenciais e de maior importância não ofusca a grave falta, evidenciada pelo Jornal de Notícias, de algumas fracções onde funcionam comércio e serviços situadas na Quinta do Mosteiro que não possuem licenças de utilização. Questiono quem cumpre e quem é fiscalizado não se sentirá descriminado e injustiçado perante estes factos?

Um Concelho não pode permitir urbanizar ilegalmente, de acordo com o próprio Plano Pormenor e Plano Director Municipal, afirmando que, a posteriori, irá "adaptar" o Plano Pormenor ou Plano Director Municipal de acordo com a obra feita. Isto é um perigoso e um mau princípio funcional.

03 abril 2008

Os salário dos trabalhadores servem para sustentar empresas e premiar administradores !

Por princípio, não sou contra o aumento remuneratório elevado nas empresas do sector privado aos administradores, desde que contenha a proporcional subida nos salários dos trabalhadores sob jugo administrativo, que auferem pouco.

Em Portugal, o usual não é o justo. Em tempos de crise anunciada, as empresas, pela voz imperativa dos seus administradores, declamam a retenção de custos, na maioria das vezes na anual subida dos salários dos trabalhadores, e vitimizam-se com o mau-estar económico. A "empresa" radiosa pela proveitosa redução de custos, esquece a promessa de sustentabilidade, que defraudou os salários dos que menos têm, e perpetra um pequeno brinde aos executores e implementadores da retenção de custos: premeia a "poupança" com prémios, aumentos salariais e ajudas de custo luxuriantes e horrivelmente desproporcionais. E assim, se escreve o contínuo e absurdo vilipendiar do trabalhador e o presentear de quem a implementa.

Mais um exemplo, de entre muitos: PT: 5 milhões de euros a dividir por sete administradores. no blog Sentido Único.

02 abril 2008

01 abril 2008

Convém lembrar que nada se faz e tudo se adia

A corrupção em Portugal é alarmante e retrocede o País. Desde do singelo lugar interiorizado à cosmopolita e centralista urbe, a corrupção, faz aquilo que lhe compete: atrasa o desenvolvimento, minando e corrompendo as instituições, cidadãos promotores e com responsabilidade, enriquecendo e maculando poucos em detrimento de muitos.

shake head and change mind

mother, babes in toyland