31 janeiro 2009

No more Hitler on CS...

30 janeiro 2009

Vicky Cristina Barcelona

Um filme de Woody Allen que nos fala de amor e paixões,de relações e suas fragilidades...e com uma interpretação fantástica de Penélope Cruz.

29 janeiro 2009

Há vidas e vidas

stagger lee, Nick Cave and the Bad Seeds

Nada como a verdade para o «bota-abaixismo»

Há uns dias atrás, através daquele "tubezinho" engraçadinho que está prostrado na sala, estava eu assistir o telejornal quando, de repente e sem nada que o prevesse, vi o nosso Primeiro-Ministro a cantar odes políticas à sua (dela) política educativa. A causa de tal inflamado discurso triunfante estava um relatório da OCDE que elogiava a política educativa do governo. Na mesma palestra o PM, qual arrogância mor, batia primordialmente nas vozes críticas da Oposição por falta de seriedade política e por lhe acusarem de "trabalhar para as estatísticas".

Hoje, sabe-se que o relatório da OCDE não existe. E que faz o PS? Retira o texto que expunha a mentira no sítio oficial do PS. O que faz o PM? Refugia-se no silêncio, não vá a humildade arrebatar o estatuto de «arrogante-mor» e atrapalhar o contínuo e laborioso "trabalhar para as estatísticas".

PS modifica texto online sobre "relatório da OCDE"

«um aeroporto novo vai sugar todos os outros»

O concurso internacional para a privatização da ANA - Aeroportos vai avançar já em Abril, segundo o ministro Mário Lino, e o capital a alienar será de mais de 50 por cento. «Para nós, o monopólio privado é difícil de entender. Se a opção do Governo fosse continuar com o monopólio público, não existiria este movimento», garantiu Rui Rio. in [Agência Financeira]

De cavalo para burro

O modelo de concessão do novo aeroporto (em Lisboa) apresenta a privatização da ANA como uma condição necessária para a construção da infra-estrutura. Segundo este princípio, qualquer dia acontecerá que seja necessário privatizar o Sistema Nacional de Saúde para que se construa um "novo" hospital (público).

27 janeiro 2009

Uma "espécie" de PP(D) a repetir

PostSecret

Numa estratégia politica evidente, as distritais do PSD e PP de Braga (qual concílio) decidiram reeditar as coligações municipais já experimentadas (Braga, Vila Nova de Famalicão, Vieira do Minho, Vizela e Cabeceiras de Basto) e estudar a possibilidade de "alargar" a aliança política a outros concelhos do distrito. É o reflexo político da máxima: I only talk to girls with the same provider, because i'm cheap.

26 janeiro 2009

Sobre o "não" no referendo em Viana do Castelo

...tenho a leve impressão que isto aconteceria em qualquer capital de distrito que possuísse as seguintes características:
-concelho mais populoso;
-o que paga mais impostos;
-o que tem maior capacidade económica;
-o que tem maior protagonismo para ganhar mais investimentos para o distrito;

e que, hipoteticamente, se inserisse numa comunidade que lhe desse o mesmo "peso" no processo de decisão da comunidade intermunicipal. Sabem, é que o princípio da igualdade é um conceito difícil de implementar e de praticar em política, pelo menos no tipo de política que conhecemos.

Poder ou não poder, eis a questão

Venceu o "Não" no referendo em Viana do Castelo.(...)Nesta experiência de referendo local, quase 70% da população não votou, o que tornou o referendo não vinculativo.

Sobre o "Caso FreePort"

...haja ou não pagamento de "luvas", já é tempo para se responsabilizar governantes que legalizem o ilegal, invés do contrário que seria o correcto.

leituras complementares:
A legalidade legaizada
Ingleses queriam investigar Sócrates

O antes, o agora e o depois

Em Outubro de 2007, o ministro do Ambiente, Nunes Correia, anunciara pomposamente que «Os transvases não estão previstos e não foram considerados na avaliação sobre o potencial destas barragens». Ou seja, que no "Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico (PNBEPH)" não constava qualquer insinuação de um transvase nos projectos de construção de barragens prevista no Programa Nacional de Barragens.

Posteriormente, em Setembro de 2008, Rui Cortes, professor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e especialista da área do ambiente, alertava para os perigos ambientais do PNBEPH e denunciava os vários transvases previstos no PNBEPH, sublinhando que um deles, o transvase do rio Olo, poria em risco a continuidade das quedas de água de Fisgas de Ermelo tal como a conhecemos.

Neste Sábado (dia 24 de Janeiro de 2009), o mesmo ministro que anunciara a exclusão dos transvases no PNBEPH em 2007, Nunes Correia, ministro do Ambiente, garantiu que as Fisgas de Ermelo «vão continuar». Ou seja, que o transvase do rio Olo está, por agora, fora de consideração. Uma intenção que resultou não pela determinação do ministro, o mesmo que outrora confirmara a exclusão de transvases no PNBEPH e que no entanto continua previsto no PNBEPH, mas sim pela iniciativa dos ambientalistas e do presidente da Iberdrola que esteve na UTAD, que perante os factos expostos pelos investigadores da Academia, comprometeu-se a estudar o problema. Um encontro que proporcionou o impulso para que a empresa prescindisse do transvase do rio Olo, permitindo assim a continuidade das cascatas das Fisgas de Ermelo.

24 janeiro 2009

Nos tempos que correm um filme que faz muito sentido:Network (1976)

Aviso: esta sequência de cenas do filme The Network é apenas um excerto da profundidade e da clarividência com que este filme interpreta a nossa sociedade. Um filme que continua a ser tão actual como no ano da sua realização.

22 janeiro 2009

Processo Casa Pia - Novela sem fim à vista (parte II)

"A defesa do médico Ferreira Diniz pediu hoje a sua absolvição no processo Casa Pia, considerando que esta será a única decisão capaz de “reabilitar” o sistema judicial pelos erros cometidos neste caso." [in público]

Acabei de ter um dájà vu! Ou talvez tenha lido algo semelhante há dias atrás. As defesas dos arguídos parecem queixar-se do mesmo. Será que têm razão? Será que há erros processuais que comprometem a sentença? E será que os arguídos são efectivamente inocentes? ou será que vão ser considerados inocentes pelo simples facto de existirem erros processuais, sendo moralmente culpados? No horizonte deste processo prevejo muitos recursos judiciais para instâncias superiores.

21 janeiro 2009

Sabem qual é o critério para que um ajuntamento de pessoas seja considerado como uma "manifestação ilegal"? Acertaram, é a presença de sindicalistas

«Os quatro sindicalistas que hoje começaram a ser julgados no Tribunal de Guimarães garantem que não participaram em qualquer "manifestação ilegal", tendo apenas acorrido a um "ajuntamento espontâneo" de pessoas em protesto contra o Governo.» in [Maisactual.pt]

" Outta her nightmare and back into mine"

from her to eternity, Nick Cave

Na busca pela modernidade

O "Remisso" pode ser acompanhado no twitter aqui.

Quem quiser saber o que é o twitter, por favor, clique aqui.

20 janeiro 2009

Uma visão (ou um estado de inquietude) que partilho na íntegra

«a propósito do mundial 2018 (ou 2022) ou a armando-varização de portugal»

Editorial (I)

Ler o texto completo do Editorial da edição deste mês do jornal "O Basto" aqui.

Qualquer semelhança entre o Instituto da Água com a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, é pura portugalidade

Face a uma carta dirigida à Comissão Europeia, e em particular a Durão Barroso, por um conjunto de associações ambientalistas portuguesas, a Comissão Europeia reconheceu algumas anormalidades no «Programa Nacional de Barragens» denunciadas na carta e decidiu investigar.

Em causa está o não cumprimento da directiva-quadro comunitária sobre a água. Um dos pontos apontados, de entre outros de igual ou superior importância, pelo «Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega», que no seu manifesto se propõe a exortar o cumprimento desta directiva comunitária.

Contudo, Orlando Borges, presidente do Instituo da Água, instituto público que se propõe a acompanhar e assegurar a execução da política nacional no domínio dos recursos hídricos de forma a assegurar a sua gestão sustentável, bem como garantir a efectiva aplicação da Lei da Água, refere com a sua convicção que «não há qualquer violação da legislação comunitária».

Não é um pouco estranho que tantas associações ambientalistas se tenham juntado e, em consenso, focado este incumprimento da directiva-quadro comunitária sobre a água numa carta à Comissão Europeia, e que esta tenha "prestado" alguma atenção?

Infelizmente, os institutos de "supervisão" em Portugal têm uma certa tendência para ignorar certos e importantes pontos sobre o seu domínio de regulação. Menosprezando, quase sempre, com a sua "menos atenta" actuação coma a parte que deveriam defender -nós.

post scriptum: Salvar o Tâmega e a vida no Olo

19 janeiro 2009

"Dirty road to fame" (ele que o diga ok, ela também)

there she goes, Babyshambles

Passaram-se dez anos e continuamos a engonhar

O Partido Socialista, na sua moção de orientação política, assume procurar o apoio político e social necessário para colocar com êxito, no quadro da próxima legislatura, e nos termos definidos pela Constituição, a questão da regionalização administrativa. Portanto, assume o papel de reformador administrativo.

Em vista está a revisão constitucional prevista para a próxima legislatura e a hipótese da eliminação da "cláusula-travão" que obriga à realização de um referendo para a criação das regiões, substituindo-a por outra que permita a aprovação da regionalização, no próprio Parlamento, com os votos favoráveis de dois terços dos deputados - o mesmo número exigido para a própria revisão da Constituição.

É sobre esta hipótese, defendida por Vital Moreira, que o apoio político do PSD é necessário. Renato Sampaio, líder da federação do Porto do PS, já instigou a distrital do PSD a «sensibilizar a direcção nacional do seu partido para a necessidade de concretizar a regionalização no próximo mandato».

São evidentes as movimentações políticas. Espera-se, agora, uma "directiva" da líder do PSD sobre este assunto.

Ao clarificar-se as posições políticas sobre a regionalização administrativa, espera-se, os partidos apresentem um programa de reforma administrativa verdadeiramente completo e que este esteja integrado no programa eleitoral a ser legitimada pelos eleitores. Um modelo, a apresentar, de como funcionará, quando e como será implementada a reforma administrativa. Só assim, o passo seguinte poderá ser a rectificação da reforma (seja por referendo ou por aprovação parlamentar).

18 janeiro 2009

Levanta-te contra a discriminação das doenças mentais

A "Encontrar+se" é uma Instituição Particular de Solidariedade Social, sem fins lucrativos, e que tem como principal objectivo geral contribuir de forma activa na reabilitação psicossocial dos doentes com perturbação mental.

A encontrar+se, com outras parcerias, lançou uma campanha anti- estigma/ pró Saúde Mental, o movimento UPA- unidos para ajudar- que tem como lema "Levanta-te contra a discriminação das doenças mentais" e dirige-se quer às pessoas portadoras de doença mental que negam e não aceitam a sua situação, quer à população em geral no sentido de sensibilizá-las para esta temática.

O futuro da psiquiatria encaminha-se no sentido da desinstitucionalização dos doentes mentais. Várias alternativas, nomeadamente a nível de tratamento em ambulatório e unidades de reabilitação têm sido criadas. No entanto,a vivência do doente na comunidade deve ser acompanhada de mudanças na mentalidade, na ideia errada que grande parte da população tem sobre a doença mental.

Boss AC com Mariza - Alguém me ouviu (mantém-te firme)

Devaneios de domingo

Hoje, depois de uns dias de folga regresso à capital (onde o acesso à internet me é limitado ao local de trabalho), nunca esquecendo a bela terra que me viu nascer e crescer, e nem me deixando influenciar pela "febre" do centralismo. Assim sendo, a minha colaboração neste blogue será mais superficial que nos últimos dias.
E dado que ultimamente, a ferrovia portuguesa tem estado na "ordem dos trabalhos" [quer neste blogue (aqui e aqui) quer nos blogues vizinhos (aqui, aqui e aqui)], vou regressar de comboio, porque gosto deste meio de transporte e porque também sou a favor do investimento na ferrovia portuguesa (mas não pela via do TGV). Contudo, por falta de alternativa ferroviária, terei de iniciar a viagem na estação mais próxima - em Guimarães.
Boa semana para todos e até um dia destes.

17 janeiro 2009

A crueldade da estratégia política aliada à selvajaria humana em todo o seu "esplendor"

Depois do incumprimento das tréguas (o lançamento de rockets e afins para Israel, por parte dos terroristas do Hamas e os terroristas de Israel que não cumpriram o acordado e nunca "levantaram" o cerco sufocante a Gaza), da investida bélica desproporcional, da recusa das autoridades israelitas em admitir a crise humanitária que provocaram, da inócua resolução da ONU (com a abstenção dos EUA que, por acaso, foram os editores da proposta), da confissão de Ehud Olmert em que pressionara George Bush, da proibição dos partidos políticos dos árabes com cidadania israelita de concorrer às próximas eleições legislativas em Israel, da utilização de armas proibidas, da arbitrariedade dos ataques atingido milhares de inocentes, dos ataques a instalações e escolas geridas pela ONU, da passividade comprometedora da maioria da comunidade internacional, Israel, unilateralmente, tal como iniciara o ataque, avança com um possível cessar-fogo.

Um possível cessar-fogo baseado friamente (com aquele tipo de calculismo inumano que só os belicistas e os seus apoiantes sabem e praticam) na evidência que os objectivos iniciais foram alcançados. Contudo, as tropas ocupantes israelitas continuarão em Gaza por mais dez dias, não vá algum resquício de humanidade por lá andar.

post scriptum: o cessar-fogo já estava assinalado antes mesmo da investida bélica começar. Os objectivos tinham um período de tempo limitado: entre o início das hostilidades (27 de Dezembro) e a tomada de posse de Barack Obama (20 de Janeiro) o intento era "limpar" a faixa de Gaza de terroristas. É a crueldade da estratégia política aliada à selvajaria humana em todo o seu "esplendor".

Solidariedade nas Terras de Basto

Por iniciativa do jornalista e editor executivo do Telejornal da RTP, Luís Castro (oriundo de Cabeceiras de Basto), e da ONG "Missão Infinita" por ele fundada, consubstanciou-se o primeiro projecto de solidariedade social desta ONG. Em suma, um grupo de crianças carenciadas de Cabeceiras de Basto beneficiou, quarta-feira passada, em Matosinhos, de um rastreio em oftalmologia e de óculos gratuitos. Um belo estímulo para continuar as iniciativas desta "nova" ONG.

Leitura complementar:
«Muito obrigado a todos!!!»

Reflexões de fim-de-semana

De há uns tempos para cá a minha preocupação com o estado da Nação tem vindo a exacerbar-se. Tenho lido blogues, jornais, comentários e, também tenho visto noticiários, entrevistas e debates, que nos últimos tempos enchem a web e os canais televisivos. O que mais me preocupa não é apenas o governo Sócrates ou a débil oposição que o confronta. Neste momento, começo a desacreditar num futuro melhor para este país, muito por culpa da sociedade que temos. É com enorme tristeza que vejo todos os dias muitas intervenções sem qualquer tipo de fundamento, que demonstram que a opinião e sentido crítico são baseados numa completa ausência de informação, na crítica fácil, na crítica da moda, na crítica do "bota abaixo", ou na crítica que fica bem, porque o vizinho do lado também a faz. A sociedade cívica portuguesa está obsoleta. Parece que só acorda para a realidade quando rebentam as crises, as guerras, quando sai uma lei mais castradora e menos populista, ou nas vésperas de eleições. Por esta altura todos "gritam", ou melhor, "berram" por aumentos salarias, por mais direitos, por subsídios... Durante o resto do tempo anda tudo a dormir. São poucos os que se preocupam com o quotidiano: continua-se a gozar férias de luxo no estrangeiro (sem se conhecer Portugal), a comprar-se automóveis topo de gama (quase sempre a crédito), a não se lutar por uma revolução do sistema laboral (gritando-se apenas por aumentos salariais. E aqui aponto o dedo às estruturas sindicais), a não se investir na formação profissional com vista ao melhoramento da produtividade e inovação, etc. À juventude oferecem-se programas e roupas/acessórios "morangos-com-açúcar" em vez de livros, ou em vez de a preparar e educar para o mundo dos adultos... Sabe melhor trabalhar pouco e ganhar muito, sabe melhor ficar a ver a bola e beber uma "jola". Não se gasta tempo a procurar formas de rentabilizar as nossas potencialidades, não se investe na cultura cívica e social... Temos sido individualistas e corporativistas, esquecendo que o país é de todos. Não quero aqui, de forma alguma, desculpabilizar os nossos governantes pelo marasmo em que vivemos, porque sem dúvida, são eles os grandes culpados. Contudo, penso que os portugueses têm de acordar para a realidade e, perceber que para além de um país pequeno, não somos um país rico. Criámos no pós-25 de Abril metas e estilos de vida insustentáveis para o nosso orçamento, e agora estamos a pagar as favas. É bom que nos habituemos a viver com menos, até porque os nossos pais e avós também já viveram com muito menos que nós. Um futuro melhor para o país passa e muito pelo esforço de toda a sociedade, pela luta dia-dia, pela educação da nossa juventude, pela formulação de opiniões e intervenções socio-políticas bem fundamentadas..., e não pensarmos que, deitados no sofá em casa, as soluções vão cair do tecto ou apenas se resumam a desenhar a cruz no PSD, no PS, PCP, BE, CDS/PP, Verdes, Nova Democracia, ou outro partido qualquer.

16 janeiro 2009

Como é que podemos perder algo que ainda não possuímos? Ou os fundos já foram atribuídos?

Suspensão[do projecto TGV] implicaria perda de 383 M€ de fundos comunitários.» in [Destak].

O princípio "impulsionador" e as dúvidas sobre este projecto ainda se mantêm.

Crise financeira versus indústria do futebol

O clube inglês de futebol - Manchester City, está disposto a desembolsar ao AC Milan cerca de 150 milhões de euros pela contratação do internacional brasileiro Kaká. Parece que a indústria do futebol escapa à crise financeira e à tendência deflacionista da economia europeia.

15 janeiro 2009

Euribor desce novamente

"O Banco Central Europeu baixou a sua principal taxa de juro para dois por cento, um corte de meio ponto em relação à taxa que estava em vigor. Este é o quarto corte consecutivo dos juros, para responder à actual situação de recessão que se verifica na maioria dos países da Zona Euro." [in Público]

Sem dúvida uma boa notícia para os europeus (os que pertencem UE), que vêm assim, uma redução nas suas despesas com empréstimos e créditos contraídos. Os mesmos que desde o 11 de setembro viram subir constante e vertiginosamente esta taxa, como foma de combate à diferença cambial entre o enfraquecido dólar norte-americano, e o euro.

14 janeiro 2009

Alargarmento da rede de cuidados continuados

"O primeiro-ministro anunciou a antecipação em um ano, para 2009, da meta de ter 8200 camas na rede de cuidados continuados e o reforço de 250 novos médicos especialistas em medicina geral e familiar." [in JN]

Trata-se de uma boa notícia, em especial para os idosos, que têm de conviver com a infelicidade das suas doenças crónicas, num país em que uma elevadíssima percentagem dos mesmos aufere de reformas que se situam no limiar da pobreza, cujo rendimento mensal, por vezes não chega para comer, porque a sua saúde depende de uma panóplia de medicamentos cujo preço (pouco comparticipado pelo governo central) se encontra inflacionado pelo lobby da indústria farmacêutica. Por que estamos a falar de uma faixa etária esquecida (muitas vezes pelos própios familiares), abandonada, desrespeitada e acima de tudo desperdiçada (os velhos podem ensinar-nos tantas coisas).

Por que as doenças crónicas agudizam e levam milhares todos os dias às urgências e aos internamentos hospitalares, e depois de uns dias ou semanas de tratamento, a levar com o mau feitio dos médicos, dos enfermeiros, etc; a situação finalmente estabiliza e dá-se a alta clínica, mas, muitas vezes ficam sequelas ou limitações que os incapacitam para tarefas tão básicas como cuidar da sua higiene, mobilizar-se, comer, seguir correctamente o plano terapêutico, etc. Actividades essas, que realizavam sem dificuldade, até ao dia em que foram parar às urgências.

Por que estas almas foram relegadas à solidão (os filhos e os netos ou emigraram ou estão na cidade, ou simplesmente não querem saber deles), e não têm ninguém que os ajude ou que tome conta deles no domicílio. Por vezes a família que devia procurar apoio e apoiar, só complica. É muito frequente atribuirem a culpa da situação aos próprios profissionais de saúde em frases do tipo: "eu quando trouxe a minha mãe prá urgência ela falava, andava e fazia tudo em casa. Ela agora não anda, não fala, caga-se e mija-se toda, não se mexe, parece um vegetal. Mas afinal ela veio para o hospital e ainda sai daqui pior!? A culpa é vossa! (profissionais de saúde). A minha mãe só sai daqui quando voltar a andar, a falar..."

E é isto, a pobre coitada sofreu um AVC (acidente vascular cerebral) e a família diz que a culpa é do hospital, porque muito boa gente não consegue aceitar o envelhecimento, a doença e a morte, nem em si prórpios nem nos seus familiares.

O que normalmente acontece é o encaminhamento do processo para a assistente social e o consequente prolongamento do internamento hospitalar, até que se resolva a situação social. Digo-vos que pode levar meses, e durante este período ocupam uma cama hospitalar que poderia estar vaga para quem realmente precisa no momento.

Uma boa rede de cuidados continuados irá certamente ajudar na resolução deste problema. Por um lado irá ajudar na convalescença e na reabilitação das limitações provocadas pelas doenças súbitas, crónicas, ou agudização das mesmas. Por outro lado, constroi uma ponte de ligação entre o hospital e o domicílio, eliminando os internamentos desnecessariamente prolongados, dando tempo às famílias para procurarem soluções e se prepararem do ponto de vista socio-económico, a fim de receber os seus velhos em casa. Ou para conseguirem vaga para os mesmos em lares e casas de repouso (também escassas neste país), nas quais terão assistência 24h por dia, uma cama, roupa lavada, comida saudável..., e acima de tudo, companhia. Para que no mínimo, possam ter uma velhice, um final de vida e uma morte dignas de um ser humano.

Até porque, é bom lembrar que as últimas previsões estatísticas apontam para um envelhecimento progressivo da população em toda a Europa (Portugal não escapa), quer pelo aumento da esperança média de vida, quer pela reduzida taxa de natalidade.

Parece que desta vez o Governo estabeleceu uma meta acertada e necessária para o país. Resta saber se o seu desenrolar vai ser leal aos interesses do país, ou leal aos interesses político-partidários. Por que convém não esquecer que vão ser investidos cerca de 65 + 35 milhões de euros em projectos, pareceres, obras de construção civil, novos postos de trabalho, etc; susceptíveis de manobras de interesse político.

A natureza humana bastaria por si só na manutenção pacífica das relações?

«O anarquismo é uma doutrina que o tirano esmaga, mas que o justo e o herói praticam e a natureza nos ensina.» José Correia Pires

Processo Casa Pia - novela sem fim à vista

A defesa do apresentador Carlos Cruz pede a absolvição e lança acusações ao procurador responsável pela fase de inquérito do processo. [ler mais]
Sem querer julgar a culpa ou a inocência dos arguídos neste processo, até porque isso compete ao Ministério Público, fico com a sensação de que se adivinham recursos judiciais para as instâncias superiores, relativamente às sentenças aplicadas. E como muitos outros processos, este parece ser mais uma novela sem à vista.

13 janeiro 2009

"Noventa por cento da humanidade é estúpida, incompetente e o resto é o que é"

Numa variação da Navalha de Occam ("pluralitas non est ponenda sine necessitate", ou, numa interpretação livre, "a explicação mais simples é normalmente a mais correta"), a Navalha de Hanlon faz um comentário sarcástico sobre a natureza humana, e poderia ser postulada como uma mistura do Princípio de Peter com a Lei de Sturgeon: noventa por cento da humanidade é estúpida, incompetente.

"No, it could never be me"

like a drug, Desert Sessions

"Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida. (AP 2:10) ..." (II)

«O primeiro-ministro israelita caracterizou Bush como um “amigo sem paralelo” de Israel. “Eles tiraram-no do palco onde discursava, levaram-no para outra sala e eu falei com ele. Disse-lhe: ‘não pode votar a favor desta resolução’. E ele respondeu-me: ‘Escute, eu não sei nada sobre isso, não o vi, não estou familiarizado com a forma como está formulado’.” Olmert contou que disse então a Bush: “‘Eu estou familiarizado com ele. Não pode votar a favor’. “Ele deu a ordem à Secretária de Estado Condolezza Rice e ela não votou a favor da resolução que ela própria concebeu, formulou, organizou e manobrou para ser aprovada. Ficou bastante envergonhada, mas absteve-se.”» in [O País do Burro]

12 janeiro 2009

Mário Crespo entrevista Alberto João Jardim ou será "au contraire"

Alberto João Jardim foi acutilante e certeiro em quase todas as questões que apontou como problemas nacionais e regionais. Contudo, aquele sentido democrático é muito peculiar...(sobretudo em relação à pluralidade intra-partidária e o que faria se fosse o líder do PSD com os "grupinhos").

Solidariedade

Prometi que este fim-de-semana vos daria informações sobre a ONG que criei (juntamente com mais alguns amigos) e à qual decidimos chamar “Missão Infinita”.

Como promessas são dívidas, cá vai:

1ª “Missão Infinita”:

30 consultas de oftalmologia para outras tantas crianças carenciadas que vivem no concelho de Cabeceiras de Basto, fronteira do Minho com Trás-os-Montes.

A acção irá decorrer na próxima quarta-feira (14 de Janeiro), no Instituto CUF do Porto. De resto, o Instituto CUF apoia esta iniciativa desde o primeiro momento.

Contamos também com a solidariedade de duas ópticas que irão fornecer todo os óculos que venham a ser considerados necessários.

A Câmara de Cabeceiras de Basto cede o transporte e a Câmara de Matosinhos disponibiliza o almoço.

À chegada, as crianças terão à sua espera o João e o Pedro (personagens do TV Rural) que, enquanto cidadãos, apadrinham a acção de solidariedade que terá a designação de “Pelos Olhos das Crianças”.

A RTP irá cobrir o acontecimento em directo no programa “Praça da Alegria” e convidámos outros órgãos de comunicação social a estarem presentes.

No início de Fevereiro, em Lisboa, iremos promover uma “campanha choque” com carácter mediático e da qual vos falarei alguns dias antes.

Adianto apenas que, antes mesmo de a começar a organizar, essa iniciativa já conta com dezenas de contributos de figuras públicas, colegas de redacção e anónimos que imediatamente se disponibilizaram para colaborar logo que souberam da ideia.

Luís Castro

***Mais informações sobr a ONG "Missão Infinita":

Texto e vídeo expostos no Cheiro a Pólvora. Via [Partilha do Saber]

11 janeiro 2009

(...)

Por esta e por outra, que o ridículo adquiriu, hoje, um significado bem diferente. Haja decência (pelo menos mental).

Estou no meu caminho

Orange Blossom- Habibi

E esta versão José Duarte

Para relaxar ou não

cacto, Dead Combo

Canja voodoo

«George W. Bush rejeitou no ano passado ajudar Israel num raide contra o principal complexo nuclear iraniano, optando por autorizar operações secretas de sabotagem, revela o New York Times na sua edição online» in [JN]

O conluio israelo-americano e a sua política «preventiva» tecem-se nos ficheiros «top-secret» por detrás das negociações e conversações diplomáticas. De nada vale, as «távolas» redondas da diplomacia internacional e os anseios de multilateralismo. Além, do critério ambíguo de quem deve ou não possuir o direito às armas nucleares (por princípio, sou contra) é este perigoso cinismo político que me irrita.

Minhotos (os que elegem) e os outros minhotos (os eleitos)

Há cerca de um mês escrevi sobre a volatilidade, para utilizar um eufemismo, da situação sócio-económica da Região do Ave do Cávado. O Bloco de esquerda apresentara, na altura, um conjunto de medidas excepcionais para minorar o desespero social e económico que se sente e vive nesta região.

Ido o tempo, a Oposição levou a discussão e ao parlamento um conjunto de programas de intervenção e de emergência para o distrito de Braga, que salientava a situação de "tragédia social" que se vive, em particular no Vale do Ave e Vale do Cávado. O grupo parlamentar do PS "chumbou". Nem os alertas das bancadas parlamentares oposicionistas, para "descartar" as obrigações da bancada, como quem diz, para sensibilizar os deputados do PS eleitos pelos círculos de Braga e do Porto, para se distanciarem da orientação da bancada e votar a favor das propostas da Oposição, surtiram efeito. O conjunto de medidas foi liminarmente "chumbado".

Na base da rejeição do conjunto de medidas, os deputados do PS alegaram «...deve fazer-se o balanço dos programas em curso e que, em 2008, já permitiram um investimento de mais de 20 milhões de euros» e que «...as medidas do Governo de apoio ao investimento e ao emprego, que serão votadas no Parlamento, no próximo dia 29, terão incidência na região» contudo, adjectivaram o conteúdo do conjunto de medidas apresentado pela Oposição como «demagógico» e de «simples retórica».

De facto, os «programas em curso» têm produzido um efeito deveras notável. Ninguém diria que existe um "plano governamental" para estas regiões. De referir, que esta crise que se sente e vive nas Regiões do Ave e do Cávado não é um fruto do acaso muito menos única e exclusivamente responsabilidade de alguma crise externa. As causas estão bem identificadas: a falta de variabilidade económica, o tipo de economia baseada em mão-de-obra barata, má gestão, uma globalização à la minhota etc. De referir que os empresários, que enriqueceram à custa da falência das empresas com a supressão de salários e afins, também, têm uma quota parte de culpas nesta situação desesperante. Responsabilizá-los é necessário.

De salientar o voto de rejeição a este conjunto de medidas dado pelos deputados do PS eleitos no círculo de Braga. Mostraram um "seguidismo" partidário exemplar. Estes exemplos de falta de responsabilidade perante o eleitor, obrigam-me a pensar que é urgente um outro sistema de eleição, o círculos uninominais.

10 janeiro 2009

Um «Governo Mundial»

Gideon Rachman, comentador em chefe de assuntos estrangeiros no jornal Financial Times, escreveu um editorial deveras provocador. Na minha opinião, este editorial possui o intento de desbravar e sensibilizar (dito de outra forma, preparar) a opinião pública para um recente (mas antigo na pretensão) conceito de governo: «O Governo Mundial».

Escreveu sobre a ideia profética que visa a criação de um «Governo Mundial», em que, e arredando o multilateralismo que se tenda impor nos dias que correm, os problemas de âmbito mundial (segurança, ambientais, sociais e económicos) e trans-nacionais teriam a sua resolução facilitada devido à centralização do poder num (a criar) «Governo Mundial», à semelhança da União Europeia.

Este editorial é ironicamente delicioso, para quem já se converteu ao "The Zeitgeist Movement" e acredita na possibilidade que uma elite de pessoas (algumas bem identificadas) implemente (indirecta ou directamente) um «Governo Mundial». Um sinal angustiante a ter em conta, tanto pelo conteúdo da «mensagem» como pela relevância do autor e as ligações deste com as "elites" mundiais.

Se num mundo preenchido de variabilidade política, como se pretende e à luz das leis fundamentais da vida e da Democracia, o cidadão, o elemento base de toda a estrutura governamental, se sinta impotente e, por vezes, efectivamente arredado de participar ou, pelo menos, ser "escutado" pelo seu governo, imaginem como seria a "democracia" de um «Governo Mundial», omnipresente e elitista. É evidente que a Democracia teria que ser sacrificada em prol, segundo estes ideólogos, de um objectivo maior e conveniente. Uma Democracia em toda a sua plenitude é inexequível com este conceito. Em suma, um «Governo Mundial» só é possível e praticável se consubstanciar numa "ditadura" à escala global. E isto, é algo inaceitável e a evitar.

De leitura obrigatória:
Editorial do Financial Times admite agenda para criação de um governo mundial ditatorial;
Rachman se diz horrorizado com a reação ao editorial "O Governo Mundial".

De visualização obrigatória:
Zeitgeist
Zeitgeist addendum.

09 janeiro 2009

De comboio até Cabeceiras de Basto...

Devida a esta «vaga» de frio e gelo, eu, como vários conterrâneos meus, ficaram «exilados» nas suas «cidades-asilo». Grande parte das vias de comunicação rodoviária para Cabeceiras de Basto estão intransitáveis ou num estado muito perigoso para circular. Para além de culpar o tempo e os seus devaneios (um bode expiatório evidente), não deixo de apontar o dedo para a falta de alternativa das vias de comunicação no interior de Portugal. É a «centralização portuguesa», até na deslocação.

post scriptum: Entretanto, deambularei pela «cidade-penico» até haver uma próxima oportunidade de regressar a casa.

A investida bélica israelita foi previamente delineada e autorizada pelos EUA, "off record", está claro

«Durante uma visita ao Médio Oriente, o secretário da Defesa americano Robert Gates avisou que os inimigos dos EUA não deveriam usar o vazio de poder na região para tentar alterar o statu quo ou enfraquecer os novos objectivos americanos.

Ironicamente, o maior desafio a esta advertência acabou por vir do principal aliado da América na região, Israel.
(...)
O Governo israelita está, em suma, a aproveitar os últimos dias da Administração Bush para implementar a sua política de privilegiar o uso da força e está a tentar criar, ao mesmo tempo, uma situação que tornará indubitavelmente mais difícil ao novo Presidente pôr de pé as suas políticas para a região. »

A opinião interessante e pertinente de Álvaro Vasconcelos (Director do Instituto de Estudos de Segurança da União Europeia) in Público.

"O mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles que fazem o mal , mas sim por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer"

«A resolução 1860 da ONU foi votada ontem à noite e adoptada por 14 votos em 15. Os Estados Unidos abstiveram-se.»

08 janeiro 2009

A oportunidade de "roubo" adjudicado sem concurso público (II)

«O objectivo da medida que está em preparação pelo Governo é reanimar a economia através de medidas excepcionais de contratação pública para este ano e o próximo, possibilitando a rápida execução dos projectos de investimento público considerados prioritários.» in [Público]

Não se pode facilitar em demasia os mecanismos de fiscalização, baseando-se no pressuposto, embora compreensível, do que ao agilizar os projectos de investimento público considerados prioritários derivará numa consequência positiva para a economia. Pode, até, ter um efeito inverso, ou seja, ao facilitar os mecanismos de fiscalização [ao permitir que uma obra pública até 5 milhões e 150 mil euros possa ser adjudicada sem concurso público] levará os decisores públicos a ficar mais susceptíveis ao tráfico de influências e a corrupção a nível do poder local, o que terá uma consequência negativa na economia.

"Os sistemas jurídicos não podem ser feitos na base de que todas as pessoas são honestas e virtuosas, têm sim que criar mecanismos para precaver contra pessoas menos honestas e virtuosas"

Sentencia Saldanha Sanches, e bem, sobre este assunto.

07 janeiro 2009

De facto

Não sei quais são os critérios para avaliar uma prestação de um governante numa entrevista, mas, considerar como positivo (passou no teste) uma prestação em que o nosso primeiro-ministro erra em quatro informações factuais é um pouco, digamos, facilitista. Não deveria ser reprovado por estas, independentemente das outras informações serem correctas ou "duvidosas"? No final, isto não é um exame nacional (na "era" Maria de Lurdes Rodrigues) mas sim um comunicado governamental ao País disfarçado de entrevista e, como tal, erros factuais são inadmissíveis.

Cabeceiras de Basto um espaço de ideias ?

O Carlos Leite interroga se terá Cabeceiras construído a base sólida que possibilite a ambição de um futuro auspicioso?. Contudo, num resultado de uma conferência debate (à primeira vista carregada de novidades) surge um plano a médio prazo ambicioso para Cabeceiras de Basto.

Seja qual for a base que servirá para um desenvolvimento sustentado deste concelho, terá que, indiscutivelmente, de se assentar na aposta no incremento da cidadania e da consequente discussão pública. Premissas que um projecto comum terá que incluir.

06 janeiro 2009

FAO YOU

«O relatório da FAO "The State of Food Insecurity in the World 2008", publicado no passado dia 9 de Dezembro, revela que o número de pessoas com fome crónica aumentou em 75 milhões no ano de 2007, em relação aos dados de 2003-05, provocando a subida dos subnutridos para os 923 milhões: estima-se que em 2009 este número irá ultrapassar os mil milhões. 65% dos subnutridos de todo o mundo vivem em apenas 7 países: Índia, China, Congo, Bangladesh, Indonésia, Paquistão e Etiópia. Na África sub-sahariana, 1 em cada 3 pessoas passam fome crónica.» in [Esquerda.net]-09 de Dezembro de 2008

«A FAO (organização das Nações Unidas para a agricultura e a alimentação) afirma que seriam necessários 30 mil milhões de dólares. Isto é, para que ninguém no mundo morresse de fome ou de sede.»-14 de Outurbro de 2008

Sempre que leio estes resultados, quase de imediato sinto uma enorme repugnância para com os senhores "distribuidores" de dinheiro e causadores de guerras e infortúnio aos demais, aqueles que realmente governam o mundo e as nossas vidas. As suas ideias e os seus modos pensar consubstanciaram num mundo desigual e atípico. Um mundo onde os valores estão invertidos. Invés do dinheiro servir o homem é o homem a servi-lo. Provas? Olhem à vossa volta.

Evidências (II)

«A maior dependência dos países da importação de alimentos, muito devido às opções políticas neo-liberais seguidas nos últimos 30 anos a nível nacional, regional e/ou impostas pelas instituições internacionais (por exemplo, como o BM e FMI na assistência aos mais pobres), torna-os especialmente vulneráveis às flutuações de preço dos alimentos no mercado internacional. E estas tendem hoje a ser crescentes e no sentido de preços elevados, uma vez que poucos países (e empresas) dominam o comércio global de alimentos básicos - 80% das exportações de trigo e 85% do arroz vêm de seis países e três países produzem 70% do milho exportado -, e os bens agrícolas são cada vez mais sujeitos à especulação financeira e à criação de bolhas especulativas com os seus preços.» in [Esquerda.net]

Evidências

«Uma nota de imprensa distribuída pela organização alemã Conferência Conjunta Igreja e Desenvolvimento, as autorizações de exportação de armamento de fabrico alemão subiram em 2007 para 8,7 mil milhões de Euros, o que representa um crecimento de 13% relativamente a 2006.(...)
Entre os clientes das exportações alemãs encontram-se o Afeganistão, Índia, Israel, Nigéria, Paquistão e Tailândia. É também de registar o facto de uma grande parte destas exportações, representando mais de 20% do seu total, se efectuar para países em via de desenvolvimento. » in
[Esquerda.net]

A escalada

«O primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, acusou esta terça-feira as “agências oficiais” paquistanesas de terem “apoiado” os atentados islamitas ocorridos em Bombaim no final de Novembro, criticando Islamabad por usar “o terrorismo” como instrumento nas suas relações com a Índia» in [Correio da Manhã]

05 janeiro 2009

É a política dos "grandes" e a vida dos "pequenos", estúpido !

«A ministra israelita dos Negócios Estrangeiros, Tzipi Livni, rejeitou hoje os apelos de diplomatas europeus, de visita a Jerusalém, a um cessar-fogo imediato em Gaza, sublinhando que Israel está apostado em mudar a distribuição de forças no território.» in [Público]

Israel continuará, impunemente, a sua investida bélica na faixa de Gaza. O objectivo tem um período de tempo limitado. Entre o início das hostilidades (27 de Dezembro) e a tomada de posse de Barack Obama (20 de Janeiro) o intento é "limpar" a faixa de Gaza de terroristas. É a crueldade da estratégia política aliada à selvajaria humana. Enquanto isso, os ódios crescem e a razão desvanece.

04 janeiro 2009

Justiça à velocidade de uma locomotiva a vapor

Se há temas que rebentaram que nem bombas na comunicação social, foram os alegados abusos sexuais a menores na Casa Pia de Lisboa (cujos arguídos são personalidades de estratos sociais muito respeitados), e mais recentemente, a corrupção desportiva que ficou conhecida como "Apito Dourado". São dois temas cujos processos jurídicos certamente serão muito distintos, mas uma coisa eles têm em comum - o seu desenrolar é muito lento, recheado de polémicas, de Recursos Processuais para os Tribunais Superiores, e pouca clareza dos factos, das provas e dos testemunhos. Temo que uma grande parte dos alegados "criminosos" não sejam sequer julgados, pela possível prescrição dos crimes. Como podem os portugueses confiar na justiça, se crimes tão graves estão na iminência da impunidade?! A Justiça Protuguesa carece de bom senso, quer por parte dos arguídos, dos seus defensores legais, dos magistrados, do Ministério Público em geral, e em especial por parte dos políticos e dos legisladores da Assembleia da República.

[Guerra] A vergonha da Humanidade

No meio da confusão religiosa (na essência, a causa de toda esta confusão), um estado nascido a partir do terrorismo invade, com a permissão generalizada das potências mundiais, um território atrofiado e negado a nascer.

«Forças do exército israelense invadem a Faixa de Gaza O Exército israelense avança sobre a Faixa de Gaza em quatro frentes de combate e enfrenta militantes palestinos nos arredores da Cidade de Gaza, a maior do território palestino, neste domingo, 4, segundo dia da ofensiva por terra, e nono de conflito na região.(ler mais

post scriptum: Sinceramente, considerar legítimo qualquer acto de destruição humana é renegar-nos como seres pensantes e racionais. Aplica-se tanto ao desesperado terrorismo palestiniano como ao, pela desproporcionalidade de força e reacções internacionais, impune terrorismo de estado israelita.

"Tiradas" transactas

Rir para não os maltratar: os excelentes prémios Kaos 2008.

Os dizeres de gente que "florearam" na comunicação social no ano transacto: as frases que marcaram 2008.

02 janeiro 2009

Não fico admirada

"Prédio ameaça tapar parte da torre medieval

O Centro Internacional de Estudos Lusófonos reúne pessoas que reclamam pela paragem das obras de um prédio particular que ameaça "tapar" a torre medieval, junto à Porta Nova, em pleno centro histórico de Braga." (JN)

01 janeiro 2009

A oportunidade de "roubo" adjudicado sem concurso público

A elite política que está no "altar" do poder têm a característica de nos surpreender constantemente. Nos meandros da burocracia e do "aparelho" estatal o eterno conflito do interesse público versus interesse privado deu-nos um ar da sua graça. Desta vez, umas medidas excepcionais aprovadas em Conselho de Ministros providenciou uma alteração à lei actual que permite que qualquer obra pública até 5 milhões e 150 mil euros possa ser adjudicada sem concurso público. Até então, a lei apenas permitiria o ajuste directo a obras de valor até 150 mil euros.

O cinismo israelita

A recusa da realidade para o comum mortal é, por vezes, um sinal de um mau-estar psíquico. Contudo, na política é diferente. Recusar a realidade é apenas um meio para atingir um fim.

Tzipi Livni, actual ministra dos negócios estrangeiros israelita (e eventual primeira-ministra), afirma que não existe uma crise humanitária em Gaza. A não ser que o conceito de crise humanitária para ela seja diferente da restante humanidade, estamos perante numa cínica recusa da realidade.

Num sítio (faixa de Gaza) onde o direito à vida, à alimentação, à saúde, à moradia, à educação, e à segurança estão, desde de há muito tempo, ameaçados pelo cerco e coacção israelita, atingido agora o auge com a investida bélica, recusar esta realidade (uma crise humanitária) é um atestado de mau intenção que deveria ser veemente contestado.